segunda-feira, 31 de outubro de 2016



A violência no Rio, na favela e na Síria 


Jornal do BrasildAVISON cPOTINHO


Ao ler a chamada de que a jovem Bruna Lace de Freitas, com a filha no colo de 2 anos, havia morrido atingida na cabeça por uma bala perdida dentro de casa, no bairro do Engenho da Rainha, no último dia 26, não tive coragem de continuar toda a leitura. Mas,não deixei de ficar com a imagem da pequena criança que repetia “a mamãe caiu”. Segundo o jornal, a menina se encontra calada, agarrada com uma boneca. 
Além da jovem Bruna, a adolescente Daiane Brito Soares, de 15 anos, também foi morta em frente de casa em Belford Roxo, vítima da bala perdida. Tudo isso em menos de 24 horas. 
Esses casos apenas ilustram um problema que acontece todos os dias não só no Rio de Janeiro, como em todo Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais mortes violentas do que a Síria em guerra no período de 2011 a 2015. Ou seja, ao mesmo tempo que nos preocupamos com a guerra no mundo, estamos escondendo um grande problema do nosso país, sem de fato prioriza-lo. 
Todos esses casos de violência trazem sofrimento a muitas famílias. De um lado morrem policiais, do outro morrem traficantes e no meio dessa guerra morrem os moradores. Não podemos continuar nos enganando que temos paz em nossa cidade/país, nos assustando com a guerra em outros países, quando na verdade todo dia perdemos vítimas da violência. 
É preciso uma política e um governo que priorize a segurança pública, mas priorize não apenas com combate armado, mas sim com uma política de prevenção, trabalhando com inteligência. 
Que Deus conforte as famílias de Bruna e Daiane e de todas famílias de vítimas de nossa cidade. 
* Davison Coutinho, morador da Rocinha desde o nascimento. Bacharel em desenho industrial pela PUC-Rio, Mestre em Design pela PUC-Rio, membro da comissão de moradores da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, professor, escritor, designer e liderança comunitária na Comunidade

Quando uma mulher melhora sua qualidade de vida, melhora a sociedade

Jornal do BrasilMônica Francisco 
Mulheres já empreendem mais do que os homens. Isso já é fato e o Sebrae tem dados muito interessantes a esse respeito. Afirma que são cerca de 52% dos empreendimentos abertos no Brasil.
Por isso, há uma necessidade de se ter um cuidado especial em relação a esses empreendimentos femininos.
Sua relação direta na melhoria da e na qualidade de vida da família e sua incidência na transformação local são incontestáveis.
Neste último sábado, a Rede de Mulheres Empreendedoras da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, coordenada pela ONG Asplande (Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento), juntamente com a Associação de Mulheres de Atitude de Caxias (Amac), entregaram a diversas empreendedoras o prêmio "Tia Angélica".
O prêmio também foi entregue à mulher que inspirou o prêmio, a tia Angélica, fundadora da instituição GTA ou Grupo Tia Angélica, que aos 71 anos tem ainda a vitalidade da juventude ao falar do seu trabalho social, que já transformou a vida de muitas pessoas e de sua trajetória de empreendedora social.
Iniciativas simples como essa mostram o quanto é fundamental o reconhecimento destas empreendedoras e, mais do que isso, a urgência de políticas públicas que facilitem o acesso a crédito, fomento e qualificação continuada para essas empreendedoras.
Tudo isso, levando em consideração a singularidade dos empreendimentos criados e geridos por mulheres e, principalmente, mulheres das classes populares.
É fundamental que os gestores públicos sejam sensíveis a esta questão e que tenham a capacidade de dialogar com estas redes.
Quando uma mulher melhora sua qualidade de vida, ela melhora a sociedade em que vive.
Bom domingo e vote com consciência!
*Consultora na Ong Asplande, Colunista e Membro da Rede de Instituições do Borel

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Roda de Conversa sobre o MEI – Micro Empreendedor Individual no contexto da Economia dos Setores Populares
30 Jun 2016

A CAPINA teve a iniciativa de realizar uma Roda de Conversa para discutir os procedimentos para os atores da Economia dos Setores Populares (ESP) obtenham o registro do MEI – Micro Empreendedor Individual.  

Contamos com a participação de Deyse da Asplande (Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento) - organização que tem experiência em assessorar mulheres empreendedoras; Regina e Isabel artesãs que utilizam o MEI e participam da Rede de Sócio Economia Solidária da Zona Oeste, além de Robson e Valdirene (que também é artesã), ambos trabalham no projeto da Fiocruz no Campus Mata Atlântica/PDCFMA e assessoram empreendimentos da ESP a partir de um curso realizado em parceria com a CAPINA.

Discutimos que o MEI é considerando um facilitador para as(os) empreendedoras(es), atualmente, não existe nada mais simplificado e menos oneroso que permita a Economia dos Setores Populares se formalizar. Isto é, ter um CNPJ (para emissão de notas fiscais) e dispor de direitos trabalhistas via o INSS – como aposentadoria, licença remunerada/maternidade, etc. Uma limitação importante é que o faturamento individual seja de no máximo R$60.000,00 por ano para o(a) empreendedor(a) e que este(a) não tenha participação em outra empresa (sócio ou titular).

Aquele(a) que optar pelo MEI irá aposentar – seguindo as regras do INSS de tempo e idade – com no um salário mínimo, a contribuição realizada é de 5% de um salário mínimo ao mês.

A organização que possui mais informações para assessorar sobre o MEI, atualmente, é o SEBRAE e aqueles(as) que desejam obter o registro, indica-se,  primeiramente entrar em contato com esta organização, que está por todo o país.

Entre as dificuldades mais comuns destacadas na Roda de Conversa estão as vinculadas a competência da prefeitura – como  emissão do alvará de funcionamento. Para os empreendimentos que trabalham com alimentos, com produtos químicos, aqueles que produzem muito ruído, etc., as maiores dificuldades estão vinculadas às normas da vigilância sanitária. Pois para operar e comercializar os produtos precisam atender as exigências do SIM – Serviço de Inspeção Municipal. Muitas vezes, tais exigências não podem ser atendidas pelos empreendimentos da ESP.

Por fim, foi destacado que a criação do MEI possibilitou, por exemplo, que os(as) empreendedoras(es) participem de concorrências públicas. Ao mesmo tempo – por significar menos imposto – tem gerado uma “obrigatoriedade” que os(as) trabalhadores(as) tenham o mesmo, visto que o RPA – Recibo de Pagamento de Autônomo – não é praticamente mais aceito pelas empresas.

A CAPINA agradece muitíssimo às(aos) participantes, tal momento foi fundamental para conhecermos melhor sobre as vantagens e desvantagens do MEI!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016


FELIZ  ANIVERSÁRIO

Essa semana se comemora os 20 anos do FCP / RJ , 24/10 uma data para ser lembrada de lutas , derrotas , vitorias , construção e caminhadas ;

portando salve a economia solidaria  e TODOS OS FÓRUNS / RJ  fiquem a vontade para debater , comentar, construir e comemorar  essa data

domingo, 9 de outubro de 2016

Novo prefeito precisa olhar com atenção o jovem da favela

Jornal do BrasilMônica Francisco
cidade do Rio de Janeiro ainda está na disputa para saber quem será seu governante municipal. Os candidatos, como escrevi na coluna de quarta-feira (5), têm desafios imensos, inerentes a todo centro urbano do mundo, mas com uma peculiaridade, uma cidade onde uma parte considerável de sua população vive em favelas (mais de um milhão de pessoas, segundo o IBGE), e é lá também que de maneira ascendente para os próximos anos, reside a maioria dos jovens da cidade.
Ou seja, trocando em miúdos, uma população jovem, em ritmo crescente, segundo dados da pesquisa encomendada à Fundação Getúlio Vargas (FGV) pela Prefeitura do Rio de Janeiro e lançada no início deste ano em um painel intitulado "Rio 500", que vive em áreas vulnerabilizadas, exposta às violências e que sofre com a falta de oportunidades e tem dificuldade de acessar o mercado de trabalho, gerando uma também ascendente ausência de perspectivas.
Jovens que sofreram com os deslocamentos forçados ou remoções são impactados diretamente pela distância do local de moradia e das oportunidades, com um sistema de transporte escasso em muitas áreas, sem contar o custo deste transporte.
Os desafios nesta área para os candidatos demonstra que quem quer que seja o ganhador nesta disputa, deve ter a sensibilidade de tratar esse tema como fundamental para a saúde da cidade, pois muitos jovens são a esperança da melhoria de condições no sustent de suas famílias.
Muitos destes jovens são rechaçados do mercado de trabalho por conta da falta de experiência, baixa escolaridade, moradia distante dos postos de trabalho, entre outros fatores. É necessário que o novo prefeito tenha um plano bem consolidado para estimular empresas, gerar estímulo e fomento às alternativas econômicas, para que haja maior inserção deste e destas jovens e assim, garantir a sustentabilidade de muitas famílias.
Tarefa árdua, mas que desempenhará um papel fundamental não só no que se refere ao sustento das famílias, mas principalmente na própria sobrevivência destes e destas jovens
* Colunista, Consultora na ONG Asplande e Membro da Rede de Instituições do Borel

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Hora de construir uma cidade que nos acolha Mônica FranciscoL
Mais uma vez exerceremos o nosso direito de voto. 
Poderíamos discorrer longamente sobre direito e obrigação, se isso é ou não exercício de cidadania, enfim, se  quando acabamos de ver 54 milhões de votos ignorados, e obviamente quem os deu, ou seja, alguns de nós, ainda é possível falar em cidadania.  
Mas a despeito de qualquer coisa ou situação, o que emerge neste momento é a necessidade de pensarmos em construir uma cidade que nos acolha. 
Em uma cidade que seja para as pessoas, para o encontro, que nos possibilita sermos de fato cidadãos e cidadãs. 
Uma cidade que seja mais humana, menos hostil, mais acessível, segura, mais afável com os que vivem nela.
Uma cidade que seja para todos, e que nos dê a condição de ter uma saúde melhor. Onde as injustiças e desigualdades sejam cada vez menores.
É isso que todos e todas queremos. Assim, que este domingo nos faça refletir no que exatamente queremos para todos e todas que vivem aqui e em quem melhor representa essedesejo, esse sonho,  que é de todos, das favelas ao asfalto.
*Colunista, Consultora na ONG Asplande e Membro da Rede de Instituições do Borel.

Candidatos à Prefeitura: é preciso criar oportunidades para os jovens

Jornal do BrasilMônica Francisco
O Rio de Janeiro terá o segundo turno para o Executivo municipal. Ambos os candidatos têm um grande desafio pela frente: conquistar eleitores desiludidos e indecisos.
O número dos que evitaram as urnas demonstra que a população brasileira respondeu à altura às sucessivas demonstrações de menosprezo por parte da classe política. 
Neste cenário, há uma grande preocupação em relação à ou às juventudes. Como construir um ambiente de esperança, de confiança e aumentar as expectativas de futuro?
Que medidas poderão estimular a entrada de jovens no mercado de trabalho, acessando o tão sonhado primeiro emprego. 
Há uma grande expectativa por parte de famílias, principalmente as mais vulneráveis, em relação à criação de oportunidades para os seus jovens. 
Nas classes populares, a inserção no mundo do trabalho ainda é um fator muito importante para salvaguarda dos jovens e a própria subsistência da família. 
Nas favelas, o que se repete diariamente é o discurso das mães, avós, tias, pais querendo e ansiando por uma chance para os seus jovens. 
Por sua vez, há que se construir uma sólida parceria com os empregadores, para que haja sensibilidade e se crie caminhos para que a(o)jovem possa adquirir experiência.
Os candidatos à Prefeitura do Rio, sejam quem for, além de tudo, têm essa tarefa hercúlea a cumprir e dar às juventudes da cidade do Rio de Janeiro a possibilidade de sonhar.
*Consultora na Ong Asplande, Colunista e Membro da Rede de Instituições do Borel.