quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Feira da Roça de Queimados agora é lei

Medida foi anunciada em reunião com o conselho municipal de produtores rurais


O DIA
Agricultores de Queimados conseguiram garantir a permanência da Feira da Roça com a Lei Municipal de nº 1.240/15, aprovada em 17 de abril de 2015, que a institui. A feira, que acontece todas as quintas pela manhã no centro de Queimados, acaba de completar cinco anos de existência e já conquistou a preferência da população na compra de hortifrutigranjeiros por serem todos considerados agroecológicos ou orgânicos, ou seja, sem a adição de agrotóxicos, portanto mais saudáveis. A lei é um desejo e reivindicação antiga dos produtores rurais do município, que representam diversas associações, entre elas a Associação da Feira da Roça de Queimados (AFERQ), que criou o projeto, com apoio da Emater-Rio e coordenação da Secretaria Municipal de Agricultura (SEDRAG).

Há cinco anos, a população de Queimados tem acesso a produtos agroecológicos e orgânicos
Foto:  Felipe de Bragança
Com a intenção de promover a agricultura familiar no município, a Feira da Roça, garante o escoamento da produção, até em outros pontos, fora do município. Durante a reunião mensal com o Conselho de Agricultura, que aconteceu na última terça-feira (12), na sede da SEDRAG, foram anunciadas as novidades: depois de passar pela sede do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ), a feira foi convidada a comercializar em espaços do Ministério da Saúde e também no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), este último com data marcada para o dia 10 de junho. De acordo com o vice-presidente do conselho e coordenador geral da AFERQ, Claudino Nicolau – o Dininho, estas são grandes oportunidades de mostrar a qualidade do trabalho realizado pelos agricultores do município. “São lugares onde passam muitas pessoas, que elevam o nome do município e mostram que o que estamos fazendo aqui é categórico”, destaca.
Outra grande novidade mostrada durante a reunião foi o projeto do novo espaço destinado para a Feira da Roça, que será próximo ao viaduto Rubens de Lima, no Centro, muito mais amplo e com possibilidades distintas, além de apresentar a cultura de forma mais ampla. “Temos que valorizar a agricultura familiar do município com esforços para ampliar e fomentar o trabalho dos produtores rurais”, afirmou o secretário municipal de Agricultura, Wilson Sampaio Filho. Durante a reunião, o diretor de desenvolvimento rural da pasta, Tarcísio Moura, também alertou os produtores que esta é a época da vacina contra a febre aftosa no gado. “A vacina se encontra a disposição na secretaria e também podemos levá-la até quem não tem condições de buscá-la. O importante é manter a diretriz do nosso prefeito Max Lemos de garantir a cobertura total da vacina no município”, disse o diretor.

    Queimados vai ganhar Casa do Artesão


    QUEIMADOS - Mesmo com um calor que se aproximou dos 40° na Baixada Fluminense, para muitos, nada de passeios às praia ou piscinas que são peculiares aos dias de sol forte na região. O encerramento da 1ª Feira de Artesanato, Cultura e Gastronomia recebeu cerca de três mil pessoas durante todo domingo (20), no Ginásio Municipal Metodista, em Queimados. Foram três dias de festa que mobilizaram cerca de 200 artesãos e atraíram, ao todo, mais de 10 mil pessoas. Aproximadamente cinco mil peças artesanais estavam à disposição do público, que ainda assistiu a shows musicais e participou de oficinas artesanais. Entre compras e vendas, a boa notícia veio do Prefeito Max Lemos que anunciou para 2016 a construção da Casa do Artesão na cidade.

    Segundo o Prefeito Max Lemos, uma parceria da Prefeitura com o Governo do Estado, vai rendar à cidade um espaço especial para os profissionais do artesanato. O local que abrigará a Casa do Artesão já foi escolhido e ficará na Praça Armando Ferrão, próximo à antiga delegacia. “Mais importante que o resultado financeiro de cada um na feira, é a consolidação do artesão na cidade. O novo espaço terá três andares para uso exclusivo dos artesãos. Vão fazer suas exposições, cursos e vendas em um local especial para eles. O projeto está sendo feito e em 2016 devemos começar as obras”, disse.

    E quem estava a procura de bons produtos e preços baixos não se importou com o calor que fez no Ginásio Metodista neste fim de semana. O exemplo foi Dona Maria Antônia (54), que reuniu a família e encarou o sol quente para conhecer a feira de Artesanato, Cultura e Gastronomia. Acompanhada da irmã Selma Barrili e dos sobrinhos Leonardo Sunada e Camila Umehara, ela visitou vários estandes e gostou do que viu. Atenta a cada detalhe, Dona Maria Antônia revelou que gosta de aventurar fazer seus trabalhos artesanais em casa: “Nós arriscamos em fazer alguma coisa. Mas aqui está bem legal. A gente olha, compra e aproveita pra fazer em casa também. Não é pecado copiar coisas boas”, disse.

    O clima quente, não foi maior que a emoção. Afinal, a realização da Feira é a concretização de um sonho antigo das profissionais. “Foi com muita luta que conseguimos este espaço. Tanto artesãos, com a população estão felizes com este momento”, disse. Outro que estava eufórico era o secretário municipal de Cultura, Marcelo Lessa. “Parabéns a todas as pessoas que fizeram este evento ser um sucesso. Obrigado ao programa Artesanato em Movimento, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca por esta parceria que está mudando a vida de centenas de famílias. E também ao Prefeito Max Lemos por toda dedicação para este grande evento”, ressaltou.

    “Boas notícias”

    Já contando os lucros, a artesã Catarine Nogueira (38) estava radiante com a organização da Feira. Ela que há dez anos faz bolsas, porta-lenço, porta-óculo, entre outras dezenas de objetos, em tecido e feltro, garantiu ter superado as expectativas: “Graças a Deus deu tudo certo. Recebemos bastante pessoas e a venda foi superior ao que imaginava, já que foi a primeira feira, né”, disse. Além de vender, o evento serviu para a artesã aumentar sua visibilidade: “Entregue muitos cartões e nas redes sociais, onde coloco meus materiais, aumentaram as solicitações e visitas. Para mim foi muito produtivo”, destacou.

    quarta-feira, 11 de novembro de 2015


    Primeiras análises da água

    Em decorrência do rompimento de duas barragens de propriedade da SAMARCO, no distrito de Bento Rodrigues, com consequências em praticamente toda a bacia hidrográfica do rio Doce, o IGAM solicitou ao Centro de Tecnologia e Inovação SENAI FIEMG – Campus CETEC, a realização de coletas e análises de água e sedimentos dos corpos de água afetados, bem como do rejeito das barragens rompidas. Os trabalhos iniciaram-se no dia seguinte ao evento com o planejamento do roteiro e deslocamento da equipe para a área.
     Serão monitorados o Rio Gualaxo do Norte, diretamente afetado, e o Rio Doce em toda a suas extensão, desde a sua formação no município de Rio Doce, até a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, em Baixo Guandu. Serão coletadas amostras de água e sedimentos.

    Parâmetros físicos e químicos a serem analisados:

    · condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, temperatura, sólidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos em suspensão totais, turbidez e arsênio.
    · metais: alumínio, ferro, cobre, manganês, cádmio, chumbo e mercúrio.
    Esses parâmetros foram selecionados para avaliação das possíveis alterações dos corpos de água em função das características do rejeito, sendo possível uma comparação com a série histórica de monitoramento já realizada pelo IGAM ao longos dos últimos anos. Para essa comparação, será realizada também a caracterização química do rejeito.

    Em virtude da dimensão do ocorrido, e das condições climáticas, o monitoramento poderá ser reavaliado periodicamente.
    Resultados
    Na manhã do dia 07/11/2015, foram coletadas e analisadas as primeiras amostras de água e sedimento no Rio Doce no município de Rio Doce e antes da foz do Rio Casca em Rio Casca. Com os resultados preliminares dos parâmetros oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica e turbidez na água verificou-se que esses dois pontos apresentaram resultados de oxigênio dissolvido e turbidez em desacordo com os limites da legislação.

    A turbidez na água, nessa situação foi provocada pela presença do rejeito de minério deixando a sua aparência opaca (marrom avermelhada), podendo reduzir a penetração da luz, prejudicando a vida aquática. Além disso, é esteticamente desagradável na água potável e nas medidas acima de 50NTU (unidades de turbidez) requer filtração, coagulação química para a remoção dos sólidos suspensos e melhor eficiência no processo de desinfecção da água para o seu tratamento para abastecimento. Destaca-se que nos dois locais monitorados foram observados valores da ordem de milhares de unidades de turbidez com valores de 435400 e 597400 UNT, de montante para jusante no Rio Doce, respectivamente.

    As baixas concentrações de oxigênio, com valores abaixo de 1mg/L, também são causadas pela presença do rejeito, que impede a passagem da luz e a realização da fotossíntese. Caso o oxigênio seja totalmente consumido tem-se condições anaeróbicas com geração de maus odores. A redução de oxigênio também é provocada por temperaturas elevadas da água (acima de 20ºC), o que foi observado devido às próprias condições do clima, com temperaturas ambientes de 28,3 e 31,4ºC, nos locais de coleta.
    Ressalta-se que no local mais próximo ao evento, Rio Doce no município de Rio Doce, os valores encontrados foram mais baixos em relação ao ponto mais a jusante, Rio Doce em Rio Casca, para os parâmetros turbidez, condutividade elétrica e pH e melhor para oxigênio dissolvido. Isso se deve à passagem da onda de cheia no primeiro ponto a mais tempo, em relação ao momento que foi realizada a coleta. Isso evidencia que com a redução da vazão de rejeitos espera-se uma recuperação mais rápida ao longo do Rio Doce.

    A realização das coletas diárias e dos demais ensaios laboratoriais ainda estão em andamento.

    Nota - Rompimento da Barragem


    Sobre o rompimento da Barragem de Contenção de Rejeitos e Resíduos da empresa Samarco Minério S.A, localizada no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informa que uma equipe já está no local do acidente para verificar a ocorrência e tomar as providências necessárias.
    Dois comitês para avaliar as causas do acidente foram instaurados, sendo um convocado pelo governador Fernando Pimentel e outro pelo secretário de Estado de meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sávio Souza Cruz.
    Por determinação do governador, a Defesa Civil e outros órgãos competentes estão envidando todos os esforços para prestar os primeiros socorros e todo atendimento necessário à população do distrito, ainda de difícil acesso em razão dos estragos causados pela inundação.
    Nesse momento os esforços estão concentrados no atendimento às vítimas. Quatro helicópteros partiram para Bento Rodrigues com grupamentos do Batalhão de Emergências Ambientais e Respostas a Desastres (Bemad). O chefe do Gabinete Militar, coronel Helbert Figueiró, acompanha as equipes no local. O governador está em contato com o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, e com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. O Governador Pimentel e o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi acompanharão os trabalhos de salvamento em Bento Rodrigues nesta sexta-feira.
    As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo Governo de Minas.




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