terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Por Renata Nascimento / Fotos: Ronaldo Lima
Quem deseja inovar no Natal de 2015 pode adquirir o presente da festa ou do amigo secreto no Espaço Social de Economia Criativa, localizado no Shoppping Praça da Moça, que comercializa produtos artesanais e de utilidades. Além de oferecer uma peça única e estilizada, a aquisição ainda ajuda o meio ambiente, já que os itens utilizam em sua confecção materiais que poderiam ter sido descartados como banners, lonas e retalhos.
Entre os produtos vendidos estão bolsas, sacolas, aventais e jogos americanos feitos de lona, pesos de porta confeccionados a partir de caixas de leite, objetos natalinos como guirlandas, anjos e outros itens de decoração.
Também está à disposição para venda, sofás do Projeto Okavango, vinculado à Incubadora Pública de Empreendimentos Populares e Solidários (IPEPS) da Casa da Economia Solidária. O projeto, iniciado em 2013, tem como finalidade a recuperação de estofados, evitando o descarte irregular em vias públicas, praças e córregos, aumentando a vida útil dos móveis.
O Espaço Social de Economia Criativa, criado em setembro de 2015, é ambientado com luminárias feitas de PET e móveis confeccionados com troncos de árvore, pneus e pallets de madeira. A loja ainda oferece espaço para leitura e troca de livros, oficinas grátis de artesanato e educação ambiental, além de funcionar como ponto de coleta de materiais recicláveis utilizados na confecção de produtos vendidos no Espaço.
A loja é resultado da parceria entre Fundo Social de Solidariedade (FSS) de Diadema, Casa da Economia Solidária da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e o Shopping Praça da Moça, que cedeu o espaço para instalação da loja. Parte da renda obtida com a venda dos produtos é destinada ao Fundo Social para aquisição de itens utilizados nos cursos profissionalizantes, oficinas e ações sociais promovidos gratuitamente aos moradores da cidade.

Serviço:
Espaço Social de Economia Criativa
Shopping Praça da Moça. Rua Graciosa - Centro, loja 338/339 do Piso Paineira .

Fundo Social de Solidariedade de Diadema
Paço Municipal. Rua Almirante Barroso, 111 – Vila Santa Dirce.
Tel.: (11) 4057 7788.

Casa da Economia Solidária
Rua Professor Evandro Caiaffa Esquivel, 127 – Centro.

Feira comemora Dia da Economia Solidária



Por Redação com Ascom Sete

Foto: Assessoria
Em comemoração ao dia nacional de economia solidária, o Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego (Sete), promove, neste domingo (13), uma exposição de produtos artesanais criados por empreendimentos do estado atendidos pelo programa Produzir Juntos.  O evento será na Avenida Silvio Vianna, Ponta Verde, de 9h às 16h, período em que a via está fechada para o lazer.
Além da exposição, haverá café solidário, apresentação cultural e oficinas de artesanato. As peças expostas vão desde a renda de filé, passando pela madeira, até produtos criados com palha. “Será um momento para que todos conheçam de perto os produtos confeccionados pelos artesãos alagoanos e uma oportunidade de se adquirir verdadeiras peças de arte”, declarou a gerente de empreendedorismo e economia solidária da Sete, Maria Anunciada.
O Dia Nacional da Economia Solidária é comemorado anualmente no Brasil no dia 15 de dezembro. Foi criado em homenagem ao nascimento do ambientalista Chico Mendes, que ficou conhecido pela luta em defesa dos seringueiros da Bacia Amazônica, em conscientização das empresas em preservar a floresta nativa.

Uma programação foi elaborada para comemorar o Dia Nacional de Economia Solidária confira abaixo:
Dia 15 – Entrega do Plano Estadual de Economia Solidária 2015-2019 ao governador.
Dia 16 – Plenária no Fórum Estadual de Economia Solidária, planejamento para 2016.
Dia 17 e 18 – Oficina de formação das comissões gestoras, estadual e municipal do Cadastro e Informação do Comercio Justo-CADSOL.

Feira de artesanato reúne decoração e presentes de Natal em Friburgo, RJ

Trabalho dos artesãos da cidade está reunido no evento.
Feira acontece até o dia 23, das 9h as 19h.



Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, está realizando mais uma edição da Feira de Artesanato da Economia Solidária até o dia 23 deste mês. O evento aontece na Avenida Alberto Braune, no prédio anexo à Prefeitura, das 9h as 19h. Segundo o município, a feira está reunindo o trabalho dos artesãos da cidade, com peças e opções de presente de Natal. Esta é a última edição do projeto, que retorna em fevereiro do ano que vem.
As atividades econômicas da Economia Solidária são diversificadas e se baseiam no trabalho coletivo, na autogestão e na sustentabilidade. Os empreendimentos não são iniciativas isoladas, ao contrário, são organizadas em fóruns, redes de níveis municipal, estadual e nacional.
Em Nova Friburgo, a Economia Solidária conta com apoio de grupos como Fadas do Artesanato, Mãos que Riam, Nossas Artes, Doces Artes e Caps.Mais informações na sede da Economia Solidária, que funciona na Avenida Alberto Braune, 224, sala 308, Centro Administrativo Municipal César Guinle, em frente à Prefeitura, no Centro, ou pelo telefone (22) 2521-1457
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Japeri adere à Campanha Mundial de Economia Solidária

No dia 15 de dezembro, próxima terça-feira, será comemorado o Dia Nacional da Economia Solidária, como forma de homenagear o ambientalista Chico Mendes, assassinado em 1988 por sua luta em defesa dos povos da Amazônia. Para celebrar esta data, a Prefeitura de Japeri vai realizar na próxima segunda-feira (14), das 9 às 13h, o Fórum Municipal de Economia Solidária, na Praça Olavo Bilac, em Engenheiro Pedreira.
A iniciativa visa levar ao conhecimento dos moradores japerienses quais os objetivos da campanha, apresentar feira de economia solidária, oficinas de artesanato, de sucos alternativos e de coleta seletiva, além de arrecadar material reciclado em troca de desconto nas contas de energia elétrica.
As ações ligadas ao tema vêm sendo debatidas há algum tempo. Em 2011, foi realizado em Fortaleza, no Ceará, o VII Congresso Brasileiro de Agroecologia, onde inúmeras perspectivas de esclarecimento sobre a Campanha pela Lei de Iniciativa Popular para Economia Solidária foram levantadas.
A campanha de Economia Solidária pretende recolher 1% das assinaturas dos eleitores brasileiros, o equivalente a mais de 1,3 milhão, para enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei que cria a Política, o Sistema e o Fundo nacionais de Economia Solidária.?

Paul Singer: "Economia Solidária é iniciativa para realização de um sonh...

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Feira da Roça de Queimados agora é lei

Medida foi anunciada em reunião com o conselho municipal de produtores rurais


O DIA
Agricultores de Queimados conseguiram garantir a permanência da Feira da Roça com a Lei Municipal de nº 1.240/15, aprovada em 17 de abril de 2015, que a institui. A feira, que acontece todas as quintas pela manhã no centro de Queimados, acaba de completar cinco anos de existência e já conquistou a preferência da população na compra de hortifrutigranjeiros por serem todos considerados agroecológicos ou orgânicos, ou seja, sem a adição de agrotóxicos, portanto mais saudáveis. A lei é um desejo e reivindicação antiga dos produtores rurais do município, que representam diversas associações, entre elas a Associação da Feira da Roça de Queimados (AFERQ), que criou o projeto, com apoio da Emater-Rio e coordenação da Secretaria Municipal de Agricultura (SEDRAG).

Há cinco anos, a população de Queimados tem acesso a produtos agroecológicos e orgânicos
Foto:  Felipe de Bragança
Com a intenção de promover a agricultura familiar no município, a Feira da Roça, garante o escoamento da produção, até em outros pontos, fora do município. Durante a reunião mensal com o Conselho de Agricultura, que aconteceu na última terça-feira (12), na sede da SEDRAG, foram anunciadas as novidades: depois de passar pela sede do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-RJ), a feira foi convidada a comercializar em espaços do Ministério da Saúde e também no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), este último com data marcada para o dia 10 de junho. De acordo com o vice-presidente do conselho e coordenador geral da AFERQ, Claudino Nicolau – o Dininho, estas são grandes oportunidades de mostrar a qualidade do trabalho realizado pelos agricultores do município. “São lugares onde passam muitas pessoas, que elevam o nome do município e mostram que o que estamos fazendo aqui é categórico”, destaca.
Outra grande novidade mostrada durante a reunião foi o projeto do novo espaço destinado para a Feira da Roça, que será próximo ao viaduto Rubens de Lima, no Centro, muito mais amplo e com possibilidades distintas, além de apresentar a cultura de forma mais ampla. “Temos que valorizar a agricultura familiar do município com esforços para ampliar e fomentar o trabalho dos produtores rurais”, afirmou o secretário municipal de Agricultura, Wilson Sampaio Filho. Durante a reunião, o diretor de desenvolvimento rural da pasta, Tarcísio Moura, também alertou os produtores que esta é a época da vacina contra a febre aftosa no gado. “A vacina se encontra a disposição na secretaria e também podemos levá-la até quem não tem condições de buscá-la. O importante é manter a diretriz do nosso prefeito Max Lemos de garantir a cobertura total da vacina no município”, disse o diretor.

    Queimados vai ganhar Casa do Artesão


    QUEIMADOS - Mesmo com um calor que se aproximou dos 40° na Baixada Fluminense, para muitos, nada de passeios às praia ou piscinas que são peculiares aos dias de sol forte na região. O encerramento da 1ª Feira de Artesanato, Cultura e Gastronomia recebeu cerca de três mil pessoas durante todo domingo (20), no Ginásio Municipal Metodista, em Queimados. Foram três dias de festa que mobilizaram cerca de 200 artesãos e atraíram, ao todo, mais de 10 mil pessoas. Aproximadamente cinco mil peças artesanais estavam à disposição do público, que ainda assistiu a shows musicais e participou de oficinas artesanais. Entre compras e vendas, a boa notícia veio do Prefeito Max Lemos que anunciou para 2016 a construção da Casa do Artesão na cidade.

    Segundo o Prefeito Max Lemos, uma parceria da Prefeitura com o Governo do Estado, vai rendar à cidade um espaço especial para os profissionais do artesanato. O local que abrigará a Casa do Artesão já foi escolhido e ficará na Praça Armando Ferrão, próximo à antiga delegacia. “Mais importante que o resultado financeiro de cada um na feira, é a consolidação do artesão na cidade. O novo espaço terá três andares para uso exclusivo dos artesãos. Vão fazer suas exposições, cursos e vendas em um local especial para eles. O projeto está sendo feito e em 2016 devemos começar as obras”, disse.

    E quem estava a procura de bons produtos e preços baixos não se importou com o calor que fez no Ginásio Metodista neste fim de semana. O exemplo foi Dona Maria Antônia (54), que reuniu a família e encarou o sol quente para conhecer a feira de Artesanato, Cultura e Gastronomia. Acompanhada da irmã Selma Barrili e dos sobrinhos Leonardo Sunada e Camila Umehara, ela visitou vários estandes e gostou do que viu. Atenta a cada detalhe, Dona Maria Antônia revelou que gosta de aventurar fazer seus trabalhos artesanais em casa: “Nós arriscamos em fazer alguma coisa. Mas aqui está bem legal. A gente olha, compra e aproveita pra fazer em casa também. Não é pecado copiar coisas boas”, disse.

    O clima quente, não foi maior que a emoção. Afinal, a realização da Feira é a concretização de um sonho antigo das profissionais. “Foi com muita luta que conseguimos este espaço. Tanto artesãos, com a população estão felizes com este momento”, disse. Outro que estava eufórico era o secretário municipal de Cultura, Marcelo Lessa. “Parabéns a todas as pessoas que fizeram este evento ser um sucesso. Obrigado ao programa Artesanato em Movimento, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca por esta parceria que está mudando a vida de centenas de famílias. E também ao Prefeito Max Lemos por toda dedicação para este grande evento”, ressaltou.

    “Boas notícias”

    Já contando os lucros, a artesã Catarine Nogueira (38) estava radiante com a organização da Feira. Ela que há dez anos faz bolsas, porta-lenço, porta-óculo, entre outras dezenas de objetos, em tecido e feltro, garantiu ter superado as expectativas: “Graças a Deus deu tudo certo. Recebemos bastante pessoas e a venda foi superior ao que imaginava, já que foi a primeira feira, né”, disse. Além de vender, o evento serviu para a artesã aumentar sua visibilidade: “Entregue muitos cartões e nas redes sociais, onde coloco meus materiais, aumentaram as solicitações e visitas. Para mim foi muito produtivo”, destacou.

    quarta-feira, 11 de novembro de 2015


    Primeiras análises da água

    Em decorrência do rompimento de duas barragens de propriedade da SAMARCO, no distrito de Bento Rodrigues, com consequências em praticamente toda a bacia hidrográfica do rio Doce, o IGAM solicitou ao Centro de Tecnologia e Inovação SENAI FIEMG – Campus CETEC, a realização de coletas e análises de água e sedimentos dos corpos de água afetados, bem como do rejeito das barragens rompidas. Os trabalhos iniciaram-se no dia seguinte ao evento com o planejamento do roteiro e deslocamento da equipe para a área.
     Serão monitorados o Rio Gualaxo do Norte, diretamente afetado, e o Rio Doce em toda a suas extensão, desde a sua formação no município de Rio Doce, até a divisa de Minas Gerais com o Espírito Santo, em Baixo Guandu. Serão coletadas amostras de água e sedimentos.

    Parâmetros físicos e químicos a serem analisados:

    · condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, pH, temperatura, sólidos totais, sólidos dissolvidos totais, sólidos em suspensão totais, turbidez e arsênio.
    · metais: alumínio, ferro, cobre, manganês, cádmio, chumbo e mercúrio.
    Esses parâmetros foram selecionados para avaliação das possíveis alterações dos corpos de água em função das características do rejeito, sendo possível uma comparação com a série histórica de monitoramento já realizada pelo IGAM ao longos dos últimos anos. Para essa comparação, será realizada também a caracterização química do rejeito.

    Em virtude da dimensão do ocorrido, e das condições climáticas, o monitoramento poderá ser reavaliado periodicamente.
    Resultados
    Na manhã do dia 07/11/2015, foram coletadas e analisadas as primeiras amostras de água e sedimento no Rio Doce no município de Rio Doce e antes da foz do Rio Casca em Rio Casca. Com os resultados preliminares dos parâmetros oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica e turbidez na água verificou-se que esses dois pontos apresentaram resultados de oxigênio dissolvido e turbidez em desacordo com os limites da legislação.

    A turbidez na água, nessa situação foi provocada pela presença do rejeito de minério deixando a sua aparência opaca (marrom avermelhada), podendo reduzir a penetração da luz, prejudicando a vida aquática. Além disso, é esteticamente desagradável na água potável e nas medidas acima de 50NTU (unidades de turbidez) requer filtração, coagulação química para a remoção dos sólidos suspensos e melhor eficiência no processo de desinfecção da água para o seu tratamento para abastecimento. Destaca-se que nos dois locais monitorados foram observados valores da ordem de milhares de unidades de turbidez com valores de 435400 e 597400 UNT, de montante para jusante no Rio Doce, respectivamente.

    As baixas concentrações de oxigênio, com valores abaixo de 1mg/L, também são causadas pela presença do rejeito, que impede a passagem da luz e a realização da fotossíntese. Caso o oxigênio seja totalmente consumido tem-se condições anaeróbicas com geração de maus odores. A redução de oxigênio também é provocada por temperaturas elevadas da água (acima de 20ºC), o que foi observado devido às próprias condições do clima, com temperaturas ambientes de 28,3 e 31,4ºC, nos locais de coleta.
    Ressalta-se que no local mais próximo ao evento, Rio Doce no município de Rio Doce, os valores encontrados foram mais baixos em relação ao ponto mais a jusante, Rio Doce em Rio Casca, para os parâmetros turbidez, condutividade elétrica e pH e melhor para oxigênio dissolvido. Isso se deve à passagem da onda de cheia no primeiro ponto a mais tempo, em relação ao momento que foi realizada a coleta. Isso evidencia que com a redução da vazão de rejeitos espera-se uma recuperação mais rápida ao longo do Rio Doce.

    A realização das coletas diárias e dos demais ensaios laboratoriais ainda estão em andamento.

    Nota - Rompimento da Barragem


    Sobre o rompimento da Barragem de Contenção de Rejeitos e Resíduos da empresa Samarco Minério S.A, localizada no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informa que uma equipe já está no local do acidente para verificar a ocorrência e tomar as providências necessárias.
    Dois comitês para avaliar as causas do acidente foram instaurados, sendo um convocado pelo governador Fernando Pimentel e outro pelo secretário de Estado de meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Sávio Souza Cruz.
    Por determinação do governador, a Defesa Civil e outros órgãos competentes estão envidando todos os esforços para prestar os primeiros socorros e todo atendimento necessário à população do distrito, ainda de difícil acesso em razão dos estragos causados pela inundação.
    Nesse momento os esforços estão concentrados no atendimento às vítimas. Quatro helicópteros partiram para Bento Rodrigues com grupamentos do Batalhão de Emergências Ambientais e Respostas a Desastres (Bemad). O chefe do Gabinete Militar, coronel Helbert Figueiró, acompanha as equipes no local. O governador está em contato com o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, e com o presidente da Samarco, Ricardo Vescovi. O Governador Pimentel e o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi acompanharão os trabalhos de salvamento em Bento Rodrigues nesta sexta-feira.
    As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo Governo de Minas.




    terça-feira, 13 de outubro de 2015

    12/10/2015 23:51:59
    Barcas: prejuízo de R$ 156 milhões e tarifas a R$ 8,00
    CCR alega desequilíbrio operacional e devolve concessão. Governo garante manter o serviço e pode entrar na Justiça
    DANIEL PEREIRA
    Rio - A parceria da CCR Barcas com o governo estadual pode terminar na Justiça e gerar um rombo de R$ 156 milhões nos cofres públicos. A questão foi adiantada pelo DIA em março deste ano, mas agora a relação foi por água abaixo de vez. É que a concessionária
    formalizou opedidode entrega do modal aquaviário, decisão sem precedentes no país. Os próximos capítulos desta novela versarão com um fato: para ter equilíbrio operacional, a passagem deveria subir dos atuais R$ 5 para R$ 8.
    Achou muito? Então, se fossem feitas as melhorias previstas no sistema, ovaloralcançaria a marca dos R$ 10. De acordo com os números da agência reguladora, a Agetransp, o preço da passagem está defasado faz tempo. Em 2013 o valor de equilíbrio seria de R$ 6,90.
    Mas não é só isso. A Agetransp confirma o prejuízo da CCR na concessão. Além dos R$ 156 milhões queforampelo ralo, o grupo ainda investiu outros R$ 72 milhões na compra da concessão. Dito isso, a pergunta que não quer calar é: quem vai pagar esta conta?
    Especialista em Mobilidade Urbana da Uerj, Alexandre Rojas tem a resposta. “Era claro que isso ia acontecer. Agora só existem duasopções: ou a passagem vai subir ou o estado vai arcar com este prejuízo. Não tem para onde correr. E vai acontecer o mesmo com a Supervia”, garante.

    Compra das novas embarcações é outro problema: Ministério Público investiga o processo de licitação
    Foto: Foto: Alexandre Vieira / Agência O Dia
    O secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, disse que o diálogo com a concessionária vem acontecendo há meses. Por enquanto, a questão está sendo tratada no campo administrativo, mas a aliança amorosa que aconteceu há três anos pode mesmo é acabar na Justiça.
    “A Casa Civil e a Procuradoria Geral do Estado estão estudando uma solução. Mas, por enquanto, o que temos de concreto é que o serviço não deixará de ser prestado. A população pode ficar tranquila em relação a isso”, disse.
    Osório ressaltou que o contrato de concessão não permite rompimento unilateral e que ele tem duração até 2023. Ele foi enfático ao admitir que o documento não é bom para ninguém. Ainda segundo o secretário, a Agetransp e o governo estadual vão contar com o apoio da Fundação Getúlio Vargas. Mas foi a própria instituição que sinalizou a defasagem das tarifas.

    CCR Barcas não deixa claro se participará de novo leilão

    A CCR Barcas informou que pediu ao governo o distrato amigável do atual contrato de concessão com fundamento em estudo feito pela FGV, que apontaria o desequilíbrio econômico-financeiro da operação do sistema. Mas o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osório, rebate que “não foi só isso”.
     
    Segundo ele, a carta enviada à Secretaria evidencia o desejo de entregar a concessão por uma decisão operacional. “O que ficou claro é que eles não querem mais, de jeito nenhum”, contou.
    Agora a CCR Barcas aguarda decisão do governo. Enquanto isso, mantém a operação do transporte diário de mais de cem mil passageiros. A concessionária é a quarta maior empresa de transporte aquaviário do mundo. Ela não se pronunciou sobre a possibilidade de participar de uma nova licitação, informando apenas que espera que “o Poder Concedente conclua a etapa necessária para a construção de uma nova proposta de contrato” e um novo leilão.


    Reforma trabalhista é aprovada no Senado; confira o que muda na lei As alterações mexem em pontos como férias, jornada de trabalho, remun...