terça-feira, 30 de setembro de 2014


Colunistas - Comunidade em pauta

Economia solidária sai do limbo e mostra a força dos pequenos produtores

Jornal do BrasilMônica Francisco*
Há muito as iniciativas de pequenos produtores deixaram de ser apenas "coisa de quem está desempregado" ou precisando "complementar" a renda. Desde 2005, estes empreendimentos entraram de vez no mapa, ou melhor, nos dados oficiais do país, com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), em 2003, e a solicitação de todo um movimento empenhado em dar visibilidade a esse verdadeiro exército que povoava um verdadeiro limbo.
Em 2005, o primeiro mapeamento dos empreendimentoseconômico-solidários, ou seja, que produziam de forma associativa e  coletiva, dividindo tarefas e recursos, era retirado do limbo e posto às claras.
De lá pra cá muita coisa mudou, o país mudou e o desejo de uma sociedade mais inclusiva, justa e que se adeque aos anseios reais da população é cada vez mais necessária.
E isso diz também respeito às inciativas de cunho popular e que são por demais exitosas e que têm feito circular um PIB (Produto Interno Bruto) considerável. São diversas áreas :pesca artesanal, comunidades tradicionais, catadores, agricultura familiar, agroecologia, artesanato, clubes de trocas solidárias, fundos solidários que fornecem crédito de forma justa e nem de longe lembrando a sanha predatória dos grandes bancos e seus juros mortais.
São iniciativas que deram certo, que estão no dia-a-dia impactando diversas localidades. A academia está de olho nos conceitos que definem, explicam ou pelo menos tentam dar uma lógica a essa atividade tão pitoresca em meio a uma sociedade onde o capitalismo se mantém como sistema, cada vez mais forte, mas que dá sinais de que em algum momento será bem difícil para nós todos convivermos com ele. 
Segundo o economista chinês Ha-Joon Chang (Universidade de Cambridge, Reino Unido), declarou em seu livo "Chutando a escada", os países desenvolvidos estão "chutando a escada" (na memorável frase de List) que eles usaram para se tornar mais ricos e poderosos e, em contrapartida, estão tentando impingir aos países em desenvolvimento um conjunto de políticas totalmente inadequadas para a sua atual condição e interesse econômico.
Estas declarações, segundo ele, continuam atuais e precisamos rever logo muitos conceitos em relação à economia capitalista de livre mercado e suas consequências.
Ora, em um cenário cada vez mais difícil é importante estar atento, ou melhor, que os governos e os governantes estejam atentos a essas importantes e necessárias iniciativas que tiram milhares de cidadãos e cidadãs da miséria e impactam tremendamente várias regiões de nosso país e muitos lugares ao redor do mundo.
Segundo Sérgio Trindade, representante de uma entidade de assessoria a empreendimentos em Mangaratiba e membro do Fórum Estadual de Economia Solidária, a economia solidária será tema de uma série de debates na Fundação Casa de Rui Barbosa, estimuladas e articuladas pelo pesquisador e Cientista Social Júlio Aurélio Vianna Lopes e pelo grupo de pesquisadores do Núcleo de Solidariedade Técnica,o SOLTEC/UFRJ na primeira semana de novembro.
Isso marca a importância do aprofundamento dos estudos e da  produção de conhecimento especializado em torno da temática e cada vez mais subsidiar políticas públicas consistentes, para que a Senaes e as secretarias municipais que são "especiais"  não sejam facilmente descartadas por qualquer capricho político.
É preciso se manter no caminho, fortalecer as instituições democráticas, nascidas da luta dos movimentos sociais e dos cidadãos e cidadãs comprometidos com um país melhor para todos. Junho não terminou!
"A nossa luta é todo dia. Favela é cidade. Não à GENTRIFICAÇÃO e ao RACISMO, ao RACISMO INSTITUCIONAL, ao VOTO OBRIGATÓRIO e à REMOÇÃO!"

*Membro da Rede de Instituições do Borel, Coordenadora do Grupo Arteiras e Consultora na ONG ASPLANDE.(Twitter/@MncaSFrancisco
)

domingo, 7 de setembro de 2014

Brechó Eco Solidário 2010 - Brechó Solidário

Brechó Solidário  - Brechó Solidário

O Brechó EcoSolidário é uma feira de troca, prática da economia solidária, que tem o objetivo de trabalhar o “futuro emergente” da humanidade. O evento funciona como um grande mercado de trocas de bens usados, através de uma moeda social própria, o “grão”. Apresentação de música e dança, exposição de arte sustentável, oficinas de massagem e aulas de ioga são outras das atrações do brechó, que tem objetivo de sensibilizar os baianos sobre os efeitos do consumo e suas conseqüências no futuro do planeta, a exemplo das mudanças climáticas. O evento é realizado anualmente, desde 2006, com o apoio da Rede de Profissionais Solidários pela Cidadania – REDE, organização não governamental com larga experiência na mobilização cidadã, que atua junto a comunidade e movimentos sociais para fomentar a cidadania ambiental e política.
Com o passar dos anos este evento se expandiu e ganhou grandes proporções até tornar-se não somente um evento, mas um processo de aprimoramento da autogestão. Atualmente o Brechó está composto basicamente de uma coordenação autogestionária, que atua durante nove meses ao ano, projetando e aprimorando sua metodologia; formação de voluntários e dos empreendimentos de economia solidária que além de participarem do evento, comercializam seus produtos na feira de economia solidária, são: cooperativas, associações e grupos informais, grupos culturais. Desde 2010 o Brechó englobou o evento mundialDialogues en Humanité. A partir deste outro evento, são convidados e trazidos com o apoio dos parceiros, pessoas de diversos locais do mundo, para compartilharem suas ações e metodologias conosco.

Em 2014 o evento acontecerá nos dias 24(sexta e 25(sábado) de outubro, no Parque Metropolitano de Pituaçú, em Salvador. A realização do Brechó EcoSolidário só é possível graças ao trabalho e dedicação de 400 pessoas, sendo 300 voluntários, 80 participantes de empreendimentos e 20 pessoas da equipe técnica de REDE com o apoio de parceiros. 




sexta-feira, 5 de setembro de 2014

INAUGURAÇÃO do Espaço Público de EMPREENDIMENTO DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO RIO DE JANEIRO , hoje com a presença das Lideranças dos Municípios da Costa Verde, Baixada Fluminense, Metropolitana , Lagos e Região Serrana e mais...AGRADECEMOS a presença de todas as autoridades Estaduais e a contribuição dos parceiros para que finalmente o Rio de Janeiro tivesse um lugar para acolher os artesãos, agricultores familiares , pescadores artesanais , catadores de materiais reciclavéis , associações e cooperativas de ECOSOL , vindo dos municípios ... CONVIDAMOS a todos para conhecer e participar dos espaço de comercialização e formação, dentre outras atividades como oficinas e cursos e palestras do ramo. Obrigada SENAES , MOVIMENTO NACIONAL DE ECOSOL , FBES, ASSESSORIAS , GESTORES PÚBLICOS , GOVERNO DO ESTADO e todos membros da FRENTE PARLAMENTAR DE ECONOMIA SOLIDÁRIA da ALERJ...Estaremos todas as terças , quarta e quinta -feira, com os plantonistas voluntários e EES cadstrados,no horário comercial a disposição de voces, nestes dias não receberemos produtos. Informamos que os dias para cadastro de EES e Entrega de 3 produtos artesanais ,trazer as embalagens e a lista dos produtos com os preços,2 fotos 3x4,comprovante de residência, identidade e CPF (cópias) mais R$2,00 para o FUNDO SOLIDÁRIO :15 e 29 de setembro, 13 e 27 de outubro,10 e 24 de novembro,08 e 15 de dezembro de 2014.
AGRADECEMOS a todos os presentes neste dia 03 de setembro, marco na história da Economia Solidária do Estado do Rio de Janeiro, agradecemos o a contribuição e o empenho de todos para que o CENTRO se tornasse " REALIDADE" Procure no seu o Fórum Municipal de Economia Solidária mais próximo e participe dos encontros no seu município, em Itaguaí fica na Rua Antonio Mauricio N. 100, todas as primeiras sexta-feira de cada mês as 13:30 Hs, 


Conferência discute fortalecimento da economia solidária do Rio

FEPS TV

Reforma trabalhista é aprovada no Senado; confira o que muda na lei As alterações mexem em pontos como férias, jornada de trabalho, remun...