sexta-feira, 30 de novembro de 2012

29/11/2012     21h33

Aumento da expectativa de vida muda cálculos da aposentadoria

Fórmula matemática para calcular o valor a receber da Previdência leva em conta a expectativa de vida para cada faixa etária. Quanto maior, menor será o benefício a ser recebido no futuro.

A expectativa de vida da população brasileira mudou e provocou alterações no cálculo das aposentadorias.

A notícia é boa. O brasileiro está vivendo mais. Segundo o IBGE, uma pessoa que nasceu em 2010 tinha a expectativa de viver 73 anos, 9 meses e 3 dias. Em 2011, a expectativa subiu para 74 anos e 29 dias, quase quatro meses a mais.

Quando a expectativa de vida dos cidadãos aumenta, a população do país fica mais velha e isso tem um custo para a Previdência. Mais contribuintes vão receber aposentadoria por mais tempo. Para tentar evitar o desequilíbrio nas contas do INSS e a falta de dinheiro para pagar os benefícios, foi criado em 1999 o fator previdenciário.

O advogado Theodoro Agostinho explica que o objetivo era que os brasileiros demorassem um pouco mais para se aposentar ou recebessem um pouco menos se pedissem a aposentadoria assim que completassem o tempo mínimo de contribuição, que é de 30 anos para as mulheres e 35 para os homens hoje.

“Se você quiser se aposentar com uma idade tida pela Previdência Social como nova, isso faz o que insere na fórmula e reduz drasticamente a aposentadoria dos segurados”, aponta ele.

A fórmula matemática para calcular o valor a receber da Previdência leva em conta a expectativa de vida para cada faixa etária. A tabela divulgada nesta quinta-feira (29) pelo IBGE mostra que de 45 a 48 anos, a expectativa de vida aumentou. Com isso, as aposentadorias pedidas a partir de segunda-feira (3) vão diminuir. Exceto para quem tem 47 anos, faixa em que nada mudou.

O mesmo acontece de 49 a 54 anos. O benefício ficará igual. Mas, para quem tem de 55 a 65 anos, a expectativa de vida caiu. E o valor da aposentadoria ficará maior.

Veja o exemplo de um homem com contribuição de R$ 2 mil e que se aposente hoje aos 57 anos de idade. Ele seria beneficiado. A aposentadoria passaria de R$ 1.543 para R$ 1.549 com a nova tabela.

RIO — Pela primeira vez desde 1999, o anúncio do aumento da expectativa de vida dos brasileiros não vai provocar uma redução no valor a ser recebido pelos trabalhadores que forem pedir a aposentadoria pelo INSS, nos próximos 12 meses.

A tábua de mortalidade, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, mostra que a esperança de vida ao nascer, que era de 73,76 anos em 2010 subiu para 74,08 anos em 2011. Mas nas faixas etárias acima dos 50 anos, o número recuou.

— Essa mudança aconteceu porque a tábua de 2011 foi construída com base nos censo de 2010 e as demais eram projetadas. Como houve melhora na qualidade dos dados, ocorreu essa diferença — explicou Fernando Albuquerque, pesquisador do IBGE.


E como a expectativa de vida no momento da aposentadoria é uma das variáveis usadas pelo INSS na hora de calcular do benefício, essa queda vai significar ligeiro aumento no valor a ser recebido. Tudo por causa do fator previdenciário, fórmula matemática que determina que quanto maior a expectativa de vida menor o valor da aposentadoria. As diferenças, entrentanto, variam caso a caso, segundo as condições de cada trabalhador
Imagine que um homem vá se aposentar aos 55 anos de idade, após 30 anos de contribuição, e tenha como resultado da média de seus 80% maiores descontos ao INSS um valor de R$ 3 mil.

Se ele pedir a aposentadoria até amanhã, quando ainda está em vigor a tábua de mortalidade de 2010, seu fator previdenciário será calculado com base numa expectativa de vida de 25,2 anos e resultará num fator previdênciário de 0,5507. Aplicado sobre os R$ 3 mil, sua aposentadoria será de R$ 1.652,10.

Se o mesmo trabalhador hipotético entrar com seu pedido de aposentadoria a partir do dia 1º de dezembro, seu fator previdenciário será de 0,5529, porque na nova tábua do IBGE, a esperança de vida aos 55 anos recuou para 25,1 anos. E o valor a ser recebido da Previdência será R$ 1.658,70.

Tendência é que a expectativa de vida volte a crescer


Mas não foi sempre assim. Desde que as tábuas de mortalidade começaram a ser divulgadas pelo IBGE, a expectativa de vida do brasileiro vinha crescendo em todas as faixas etárias e com isso, o valor das novas aposentadorias concedidas pelo INSS a trabalhadores nas mesmas condições vinha caindo ano a ano.

Considerando as mesmas condições do trabalhador usado como exemplo, a perda gerada apenas pelo aumento da expectativa de vida registrada entre 1999 e 2010 chega a 6,5% do benefício. Isso porque, em 1999, a esperança de vida aos 55 anos era de 23,5 anos, o que resultava num fator previdenciário de 0,5905. Aplicado, por exemplo, sobre uma base de contribuição de R$ 1 mil, daria direito a uma aposentadoria de R$ 590,50. Se os mesmos valores fosse calculados pela expectativa de vida de 2010, o benefício seria de R$ 552,90.

Segundo Albuquerque, nos próximo anos, a tendência é que a expectativa de vida volte a crescer em todas as faixas etárias, porque como só há censo a cada dez anos, os números voltarão a ser projetados e nesses casos, estima-se crescimento para todas as faixas etárias.

— Em 2003, quando publicamos a tábua de 2002 com base no censo, houve uma diferença maior mas para aumentar a expectativa de vida. No faixa de 60 anos, por exemplo, a expectativa passu de 17,8 anos para 20,3, uma diferença de 2,5 anos. Nesse ano, a diferença provocou queda na expectativa de vida, o que do ponto de vista da aposentadoria é bom para o trabalhador — diz Albuquerque.

São essas diferenças — em sua maioria para baixo — no valor das aposentadorias pagas que levaram o Ministério da Previdência a economizar cerca de R$ 56 bilhões com pagamento de aposentadorias desde a criação do fator previdênciário. E também leva aposentados e alguns parlamentares a pedirem que a fórmula seja extinta. O projeto que pede o fim do fator previdenciário, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) está pauta da Câmara, aguardando votação


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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

28/11/2012 09h27 - Atualizado em 28/11/2012 10h51

Procon-SP lista 200 sites que devem ser evitados para compras na internet

Órgão recebeu reclamações por irregularidades no comércio eletrônico.
Principais delas foram falta de entrega do produto e ausência de resposta.

A Fundação Procon-SP divulgou nesta quarta-feira (28) uma lista com mais de 200 sites que devem ser evitados pelo consumidor em compras pela internet. As páginas não são recomendadas porque o órgão recebeu reclamações por irregularidades na prática de comércio eletrônico.

A lista está disponível no site da Fundação Procon (clique aqui para acessar), com endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF. Os sites ainda foram classificados pelo órgão de defesa do consumidor com as condições "fora do ar" ou "no ar".
Dicas antes de comprar na internet
Pesquise
Evite comprar por impulso. Verifique a garantia, o modelo, o preço e a forma de pagamento
Segurança da loja
Procure a identificação da loja: razão social, CNPJ, endereço, telefone, email e a segurança da página
Produto
Analise a descrição do produto, compare com outras marcas, visite a página do fabricante para confirmar funções e certifique-se que ele supre sua necessidade
Senha na internet
Evite senhas usadas em outros sites, datas de aniversário, sequências numéricas ou alfabéticas
Entrega
A data e o prazo de entrega devem ser especificados. Verifique o valor do frete e a política de troca e devolução dos produtos
Comprovante
Imprima e guarde todos os documentos que demonstrem a compra e confirmação do pedido
Garantia estendida
Algumas lojas "empurram" a aquisição da garantia estendida do produto (que dura mais tempo que a já oferecida pelo fabricante). Esteja atento se realmente quer o serviço antes de fechar a compra
Fonte: Procon-SP
De acordo com o Procon-SP, as principais reclamações dos consumidores sobre as páginas não recomendadas são: falta de entrega do produto adquirido pelo consumidor e ausência de resposta das empresas para a solução do problema.

“Esses fornecedores virtuais não são localizados, inclusive no rastreamento feito no banco de dados de órgãos como Junta Comercial, Receita Federal e Registro BR, responsável pelo registro de domínios no Brasil, o que inviabiliza a solução do problema apresentado pelo consumidor”, diz o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, em nota.

O diretor classifica como "preocupante" a proliferação desses endereços eletrônicos mal- intencionados, que em alguns casos continuam no ar lesando o consumidor. "Denunciamos os casos ao Departamento de Polícia e Proteção a Pessoa (DPPC) e ao Comitê Gestor da Internet (CGI), que controla o registro de domínios no Brasil, mas, o mais importante é que o consumidor consulte essa lista antes de fechar uma compra pela internet, para evitar o prejuízo", ressalva, em nota.
DicasPara orientar o consumidor na hora de fazer compras pela internet, o Procon-SP elaborou uma cartilha, chamada  "Guia de Comércio Eletrônico" (acesse aqui). No documento há dicas e cuidados que o consumidor deve ter ao comprar produtos ou contratar serviços online.

Entre elas estão procurar no site a identificação da loja, como razão social, CNPJ, endereço, telefone e outras formas de contato além do email. É preciso, ainda, redobrar os cuidados quando o site exibir como forma de contato apenas um telefone celular. O Procon sugere que o consumidor dê preferência a sites que tenham Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC). Também é importante instalar programa de antivírus e firewall no computador, sistema que impede a transmissão e recepção de acessos nocivos ou não autorizados.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Políticas de Economia Solidária e Segurança Alimentar são consolidadas no município

Prefeito Carlito Merss assinou nesta segunda (12/11) as leis que criam as políticas


As Políticas Públicas de Economia Solidária e de Segurança Alimentar foram consolidadas no município com a aprovação de duas leis, na manhã desta segunda-feira (12/11). O prefeito Carlito Merss assinou os documentos em uma cerimônia na Prefeitura de Joinville, que contou com a presença de representantes do poder público, da sociedade civil e pessoas que participaram da elaboração dos respectivos documentos.

A Lei nº 7.305 dispõe sobre a Política Municipal de Fomento à Economia Solidária. A consolidação desta Política no município irá contribuir para o desenvolvimento de mais empreendimentos solidários, que têm por base princípios como a autogestão, a cooperação e solidariedade. Nos empreendimentos que adotam esta prática, são desenvolvidas gestões democráticas, nas quais o lucro arrecadado com a venda de produtos ou serviços é distribuído igualmente entre os trabalhadores.

A Política será gerida pela Secretaria de Assistência Social, que ficará responsável por criar um Comitê Gestor e o Conselho Municipal de Economia Solidária. A atuação de profissionais na efetivação desta lei irá contribuir para a ampliação do acesso ao trabalho e renda, para o fomento à implantação de novos empreendimentos econômicos solidários, para a formação e capacitação de trabalhadores e a articulação de empreendimentos com o mercado.

O segundo documento assinado foi a Lei nº 7.306, que cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no âmbito municipal e cria os demais instrumentos necessários para sua execução. Esta lei consolida e estrutura a Política de Segurança Alimentar no município e contribuirá para ampliação do direito à alimentação, melhoria da qualidade dos alimentos ofertados, monitoramento da situação alimentar no município e ampliação dos equipamentos de segurança alimentar.

A lei também prevê a criação da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), que ficará responsável por elaborar a Política e o Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional. A Câmara será composta por representantes de diferentes políticas públicas, integrando, desta forma, vários setores que prezam pela segurança alimentar no município.

Durante o evento, o prefeito Carlito Merss lembrou parte da trajetória para a consolidação destas leis e destacou a aprovação dos documentos como um marco para o município. “Depois de anos, conseguimos reunir, nas duas áreas, o que há de mais relevante. Acredito que estes textos poderão até servir de referência para outros municípios, que também trabalham na constituição de suas Políticas de Economia Solidária e Segurança Alimentar”.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Consciência Negra? Apenas uma comunidade quilombola foi reconhecida em 2012
São Paulo, 14 de novembro de 2012.

 A maioria dos descentes de negros explorados como escravos no Brasil segue sem direito de acesso à terra garantido. Este ano, apenas uma comunidade quilombola, a do Quilombo Chácara de Buriti, de Campo Grande (MS), conseguiu título de posse definitiva por parte do Governo Federal. Mesmo assim, foram reconhecidos somente 12 hectares dos 44 hectares identificados no Relatório de Identificação de Territórios Quilombolas (RTID) e reinvidicados pelos moradores. Até hoje, 193 terras quilombolas receberam títulos. Estima-se que existam 3.000 comunidades no Brasil e há mais de mil processos abertos aguardando conclusão no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As informações fazem parte de levantamento feito pela Comissão Pró-Índio de São Paulo (CPI-SP) divulgado nesta semana.

 Além do Quilombo Chácara do Buriti, mais duas comunidades tiveram acesso à terra garantido, apesar de ainda não terem títulos definitivos. São elas a Cafundó (SP) e a Invernada dos Negros, também conhecida como Fazenda Conquista, em Campos Novos (SC). Ambos foram beneficiadas pela Concessão Real de Uso Coletivo para Terras Quilombolas, medida prevista no artigo 24 da Instrução Normativa do Incra número 57 de 2009. A concessão não é o título definitivo, mas permite que os quilombolas ocupem e utilizem economicamente as terras, antes que o processo de titulação chegue ao fim. Antes de 2012, tal mecanismo ainda não havia sido utilizado pelo Incra.

No ano passado, também apenas uma comunidade conquistou a posse definitiva. É difícil acompanhar o andamento dos pedidos de reconhecimento. A este respeito, em reunião com representantes de comunidades quilombolas, em 29 de outubro, o presidente do Incra, Carlos Guedes, prometeu mudanças. "Vamos tornar público o acesso aos processos, etapa por etapa, área por área", afirmou, argumentando que nem sempre é simples fazer o reconhecimento. "Isto [a abertura dos dados] vai externar a complexidade, pois alguns contam com processos envolvendo terras públicas, sobretudo no Norte e Nordeste e outras com áreas particulares, principalmente no Centro-Sul Brasileiro".

 O representante do Governo Federal anunciou no encontro que o Incra vai destinar R$ 1,2 milhão para os Relatórios de Identificação de Territórios Quilombolas (RTID). Nenhum título foi reconhecido por governos estaduais este ano, segundo a CPI-SP.

 Reconhecimento oficial

 Até receber o título, as comunidades enfrentam longo processo (confira aqui como se dá uma titulação, passo a passo). Os procedimentos para a identificação e titulação das terras quilombolas são orientados por legislação federal e por legislações estaduais.

 Em 2012, não só poucas titulações foram concluídas, como também houve uma redução no número de decisões que permitem o andamento dos processos. De acordo com o levantamento da CPI-SP, até outubro deste ano foram publicadas quatro Portarias de Reconhecimento pelo Presidente do Incra e sete Relatórios de Identificação de Territórios Quilombolas (RTID). É menos da metade das dez Portarias e 21 RTIDs efetivadas em 2011, quando também foi emitido um Decreto de Desapropriação, da comunidade Brejo dos Crioulos (MG).

 Nem sempre, o andamento dos processos é tranquilo. Um exemplo disso é o caso da comunidade quilombola Rio dos Macacos, localizada em Simões Filho (BA), que teve parte de sua área doada para a Marinha. O Incra abriu processo de titulação em 2011 e chegou a produzir o RTID que identificou as terras, mas o documento não foi publicado devido ao impasse criado. Agora a Marinha tenta conseguir na Justiça a expulsão dos quilombolas enquanto a União propõe que as famílias sejam transferidas para local de 23 hectares, bem menos do que os 300 hectares originais. A comunidade rejeitou a proposta e o impasse permanece.

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil. A data foi escolhida como um marco para reflexão sobre direitos e desigualdades no país trata-se de um momento importante para discussões sobre traumas do passado e pespectivas de superação histórica de violências cometidas ao longo da história do país.

domingo, 18 de novembro de 2012


Integrantes do Fórum Local de Economia Solidária de Campos se reuniram ontem (quarta-feira, 7) na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) para discutir questões relativas ao mapeamento dos grupos de Economia Solidária da região Norte Fluminense, que começou em 2009 e que vai terminar no dia 20 de dezembro de 2012.


Na oportunidade, esteve presente em Campos a coordenadora do mapeamento de Ecosol do Rio de Janeiro, Bianca Lessa. Ela explicou que o mapeamento vai registrar empreendimentos coletivos e está sendo feito por meio dos fóruns. "O mapeamento segue os termos que foram tirados na IV Plenária, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego", afirma Lessa.

- Em Campos, existem 31 grupos registrados no Fórum Local de Economia Solidária. A Incubadora assessora o Fórum, com apoio na parte técnica, administrativa, com contato com os grupos que fazem parte da Rede de Economia Solidária do Norte-Fluminense - informa a assessora da Rede de Ecosol NF, projeto de extensão da ITEP/UENF, Daniele Azevedo.

"Maria bota o seu computador para trabalhar e ganha dinheiro enquanto trabalha de casa. Ela diz que isso ajudou a mudar a sua vida financeira e recomenda a todos como uma boa oportunidade.
Você já pensou em trabalhar de casa na internet?
Edição do dia 12/11/2012

Brasil tem mais de cinco mil vagões de trem sem uso parados em galpões

São cinco décadas de abandono. Nos anos 60, 37 mil quilômetros de ferrovias faziam uma parte do que hoje se faz de ônibus, carro ou avião.

Rodrigo Alvarez, Wilson Araújo e Marcelo di Gênova
 São Paulo, SP

Cinco décadas de abandono nas ferrovias e as viagens de trem no Brasil praticamente acabaram. O que era um projeto de integração nacional virou sucata. É o que você vai ver em uma série especial que o Bom Dia Brasil exibe.
Faz quase 30 anos que o último passageiro foi embora, mas, por incrível que pareça, a porta continua aberta. E ainda tem barulho de trem. Sonho? Delírio? Nada disso. O trem se aproxima e a gente acaba descobrindo que a velha estação serve como pátio de manobra para locomotivas de carga.
O que sobrou da belíssima Estação Vitória? Não tem mais nada dos vagões que faziam viagens românticas e luxuosas até o Rio de Janeiro. Dá para imaginar uma sala de espera, uma parte administrativa da estação, mas está tudo pichado. Móveis largados, destruídos. Na verdade, a estação é um retrato do que aconteceu com os trens de passageiros no Brasil.
Em Cordeirópolis, no interior de São Paulo, o trem passa levando carga. E não para. A sensação é de estar visitando os escombros, as ruínas de um grande projeto de integração nacional por meio de trens de passageiros. Isso quase aconteceu, mas já faz muito tempo.
O mapa de 1954 mostra como os trens de passageiros ligavam o litoral e o interior, principalmente no Sudeste e no Nordeste do Brasil, mas também no Norte e no Sul. No auge, nos anos 60, eram mais de 37 mil quilômetros de ferrovias fazendo pelo menos uma parte do que hoje se faz de ônibus, carro ou avião.
Depois de 16 anos estudando a história dos trens no Brasil, Ralph Guisbrert concluiu que o maior problema foi o sucateamento da linha férrea durante a Segunda Guerra Mundial. “As pessoas mais ricas, que eram quem sustentava os trens de passageiros, rapidamente largaram os trens de passageiro e começaram a andar de avião, de carros, que já chegavam cada vez mais baratos. Então começou a cair manutenção dos trens, das vias, das estações”, explica.
Pouco a pouco, o que sobrou da Ferrovia Paulista foi se juntando ao que sobrou da Rede Ferroviária Federal para formar um grande ferro-velho nacional. São 5,7 mil vagões e locomotivas enferrujando, apodrecendo e atrapalhando.
Um galpão, no interior de São Paulo, guarda só uma parte da herança incômoda deixada há 15 anos pela rede federal para as concessionárias privadas, que agora operam os trens de carga no país. As empresas são obrigadas a cuidar da sucata e não podem tirar um único parafuso da mistura de lixo e relíquias.
O vagão escuro é sinônimo de um luxo que já não existe mais no Brasil. Foi o vagão dormitório de um trem de passageiro. Nele, um armário, uma cama dobrável com um vaso sanitário embaixo.
Na Grande São Paulo, existem mais de 300 vagões largados, ocupando o equivalente a sete quilômetros de trilhos. “Esses troços atrapalham a gente, porque eu poderia tirar um trem para ele entrar em operação, mas eu topo com isso aqui. O custo é: nós temos segurança. Se o segurança não está aqui no horário eles entram, botam fogo, como aconteceu”, explica Evaldo Ferreira, gerente-geral de manutenção da CPTM.
Só este ano foram oito vagões incendiados por invasores. Por email, a Agência Nacional de Transportes Terrestres disse que o material que pertencia à antiga RFFSA está sendo incorporado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o DNIT, e que ainda passa por um processo de levantamento.
“Esses trens estão aqui há mais de 30 anos”, afirma Evaldo Ferreira.
“Esse material é inservível. Vai ser leiloado, vai ser vendido como sucata. Isso não tem data. Pode levar 5, 8, 10 anos”, explica Marcelo Perrupato, secretário de Política Nacional de Transportes.
E assim, por uma daquelas questões de inexplicável burocracia, o investimento astronômico feito no passado continua jogado nos galpões ao sabor dos ventos.


Brasil Rural Contemporaneo 2012
Dias: de 21 a 25 de novembro.  
Local: Marina da Glória – Rua Infante Dom Henrique s/n (RJ).
 

VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma – Brasil Rural Contemporâneo 2012
 
O Brasil Rural Contemporâneo é o campo chegando à cidade, trazendo a diversidade, a tradição e a riqueza de um povo que produz a maioria dos alimentos que chegam à mesa do brasileiro. É a agricultura familiar diversificada, organizada e sustentável mostrando sua força, mantendo vivas as tradições ao mesmo tempo em que inova, se moderniza e cresce.

O olhar do visitante dança pela variedade de cores e texturas do artesanato destes talentos do Brasil. O paladar se perde entre os sabores do Cerrado, da Amazônia, da Caatinga, dos vinhos, cachaças, queijos produzidos pelas mãos das mulheres e homens do campo. Os ouvidos se encantam com os sons carregados de identidade que representam cada canto do País.

Mais que um espaço para experimentar ou comprar, o Brasil Rural Contemporâneo é uma oportunidade de conhecer e aprender. Nos Diálogos Brasil Rural, temas relevantes para o desenvolvimento agrário entram em discussão e são transmitidos ao vivo pela internet. Espaços temáticos expressam o trabalho das mulheres, os produtos da sociobiodiversidade, a gastronomia. E uma programação cultural mostra a diversidade cultural brasileira.

O Rio de Janeiro, mais uma vez, recebe de braços abertos o maior evento da agricultura familiar brasileira, de 21 a 25 de novembro, na Marina da Glória. É a oitava edição, 40 mil m2, 650 empreendimentos, cinco dias de oportunidades para interagir com o que há de melhor no Brasil Rural Contemporâneo.
 
Projetos Especiais do Brasil Rural Contemporâneo

Na Praça da Sociobiodiversidade, o público vai conhecer o artesanato, comidas e cosméticos produzidos a partir de matéria-prima da biodiversidade dos biomas Caatinga, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Um dos exemplos já consolidados no Brasil Rural Contemporâneo é o estande Talentos do Brasil Moda, que une design, tradição e sustentabilidade, expressando culturas e vivências das comunidades rurais brasileiras. Acessórios e roupas produzidos pelas mãos de artesãs rurais de 12 estados do Brasil estarão expostos no espaço. 

Nesta edição, uma das novidades é a Casa do Queijo, uma área interessante, onde os visitantes poderão vivenciar na prática todo o conhecimento tradicional na arte de fazer queijo. Além de degustar essa variedade de diferentes regiões do País, com diferentes formas e sabores.

Formado por 15 empreendimentos oriundos de todo Brasil, a Praça da Cachaça volta ao Rio de Janeiro como um espaço aconchegante para curiosos, degustadores, representantes e fornecedores da bebida. 

A autonomia econômica e o protagonismo das mulheres também ganhará destaque especial na Feira, no espaço Organização Produtiva das Mulheres. Nele o público terá a oportunidade única de conhecer de perto o potencial das trabalhadoras rurais na organização dos empreendimentos produtivos.

Na Praça dos Povos e Comunidades Tradicionais serão montados 15 estandes com produtos que formam uma mostra da capacidade produtiva de quilombolas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas e pescadores artesanais. 

A Praça dos Orgânicos representa o Brasil Rural Contemporâneo diversificado e sustentável. Um ambiente destinado a 15 empreendimentos que disseminam a produção de alimentos ecologicamente correta com espaço diferenciado para o café.

A Casa do Incra vai apresentar exemplos de atividades produtivas desenvolvidas nos mais e 8 mil Projetos de Assentamentos do Incra no País. O público vai vivenciar a relação dos assentados com a produção orgânica, além de conhecer projetos para recuperação de áreas degradas

Espaços Gastronômicos

Para os amantes da boa comida, o Brasil Rural Contemporâneo traz espaços gastronômicos com uma culinária diversificada, privilegiando os pratos típicos de todas as regiões do país. O Espaço Piquenique é construído com mesas confortavelmente instaladas às margens da Baía da Guanabara, onde os visitantes podem degustar as delícias frutos da biodiversidade e riqueza cultural do Brasil.

Nos Quiosques Regionais serão servidos lanches rápidos, como tapioca, pão de queijo e outras especiarias organizadas de acordo com a região de origem. A área do Restaurante conta com mesas e cadeiras, onde serão oferecidas refeições e bebidas variadas para quem quer se “reabastecer” para voltar para a Feira.
 
 
Espaços especiais e institucionais

A criançada também tem seu espaço no Brasil Rural Contemporâneo. O ambiente traz uma réplica da Casa de Chico Mendes, modelo de moradia que espelha o modo de vida na Amazônia. No Espaço Brincante haverá um parquinho infantil e uma programação diversificada: rodas de leitura, brincadeiras, cantigas e oficinas de arte e literatura, além de uma biblioteca do Programa Arca das Letras.

O estande institucional do Ministério do Desenvolvimento Agrário apresenta os principais programas desenvolvidos pelo MDA para fortalecer toda a diversidade de públicos e produtos da agricultura familiar. No espaço de 500 m², o público pode tirar dúvidas e trocar experiências com técnicos do ministério que estarão à disposição dos visitantes durante os cinco dias da Feira.

Nos Estandes Coletivos, empreendimentos familiares de todo o País mostram sua produção organizados em grandes tendas de acordo com a região de origem. Nestas mesmas tendas, Redes de Empreendimentos Familiares apoiadas pelo MDA ocupam ambientes projetados para expor coletivamente seus produtos.

São dez estandes, sendo um para cada rede, num total de 160 empreendimentos. Participam: Rede Cooperagroate (Sul), Rede Apaco (Sul), Rede Agreco (Sul), Rede Unacoop (Sudeste), Rede Xique-Xique (Nordeste) e Rede Coopcerrado (Centro-Oeste).

Horários: quarta-feira (21/11) - das 16h às 22h; quinta e sexta-feira (22 e 23/11) – das 13h às 22h; sábado e domingo (24 e 25/11) – das 10h às 22h.
 
Ingressos: Feira: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) – venda no local somente em dinheiro.
Feira e shows: R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) – venda no local somente em dinheiro.
Feira e shows até 20h: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – venda no local somente em dinheiro.

 
 

Bondinho do Pão de Açúcar

 O Bondinho do Pão de Açúcar é um teleférico localizado na cidade do Rio de Janeiro, no Pão de Açúcar, sendo uma das atrações turísticas da capital fluminense, inaugurado em 27 de outubro de 1912 e desde então já transportou cerca de 37 milhões de pessoas, mantendo uma média atual de 2.500 por dia.

 Histórico

A vista da Baía da Guanabara, considerada uma das paisagens mais belas do mundo, era o atrativo que levava curiosos e alpinistas a escalar o Pão de Açúcar, já em fins do século XIX. O desenvolvimento das técnicas de engenharia levaram, já em 1908, ao engenheiro Augusto Ferreira Ramos a idealizar um sistema teleférico que facilitasse o acesso a cume do monte.
Quando o bondinho foi construído, só existiam dois no mundo: o teleférico de Monte Ulia, na Espanha, com uma extensão de 280 metros e que foi construído em 1907; e o teleférico de Wetterhorn, na Suíça, com um extensão de 560 metros, construído em 1908.

Bondinho do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro, Brasil: operários fazem a manutenção, na década de 1940.

 Construção

Para construir o teleférico foram necessário mais de 400 homens. Eram operários-escaladores. Cada um subiu com algumas peças para no topo do Morro do Pão de Açúcar fossem montadas. No final era um guincho que auxiliou na subida dos cabos de aço. Até hoje é possível ver os pinos que foram colocados por estes escaladores na rocha na subida pelo Costão do Pão de Açúcar.

 Atualidade

O bondinho funciona ao longo de duas rotas, uma ligando a base do morro da Babilônia ao morro da Urca e outra ligando o morro da Urca ao pico do Pão de Açúcar.
A primeira linha (estação inicial - morro da Urca) possui extensão de 600 metros e a velocidade máxima durante a viagem é de 6 metros por segundo (21,6 km/h). A segunda linha (morro da Urca - Pão de Açúcar) possui extensão de 850 metros e a velocidade máxima durante a viagem é de 10 metros por segundo (36 km/h).
A capacidade atual é de 60 passageiros por viagem. Como o trajeto de cada linha é realizado em aproximadamente 3 minutos, a capacidade do teleférico é de 1170 passageiros por hora.

 Curiosidades


O Pão de Açúcar também foi o escolhido para o lançamento do último filme da saga Harry Potter. A primeira sessão teve a presença do ator Tom Felton (Draco Malfoy) e contou com uma sessão de cinema no Morro da Urca.

Passageiros ilustres

Diversas personalidades já realizaram o passeio no bondinho. Dentre estas, destacam-se:

Aventura

O Pão de Açúcar pode ser escalado por diversas faces pois possui mais de 60 vias, algumas mais fáceis, outras mais difíceis. É o maior número de vias de escalada do mundo. Não há caminhadas até o cume. Existem vários níveis de dificuldade para quem gosta deste esporte, do simples (pelo Costão do Pão de Açúcar) até o mais elevado.
O Pão de Açúcar possui uma rocha considerada de ótima qualidade para subida. Algumas dessas vias são: Italianos (5º Vsup), a Coringa (3º IV), a Bohemia Gelada (2º III), a Chaminé Stop (4º IV), a Secundo (5º VIIa), a Lagartão (5º VIIa) e a ferrata CEPI.
história do Cristo Redentor Cristo Redentor

De braços abertos sobre a Guanabara – essa é uma das canções que fazem referência a um dos monumentos mais lindos e mais visitados do mundo – O Cristo do Rio de Janeiro.
A inauguração desse monumento de números fantásticos aconteceu em 12 de agosto de 1931. O Cristo Redentor tem 38 metros de altura, peso de 1145 toneladas e está localizado no topo do morro Corcovado, a 710 metros do nível do mar, no Parque Nacional da Tijuca. Realmente o Cristo representa uma das mais belas visões que alguém pode ter, e é um verdadeiro ícone do turismo brasileiro.

Tanto que, em 2007, o monumento do Cristo foi eleito uma das maravilhas do mundo. A história dessa maravilha remete a uma ideia que vem do ano 1859. Numa visita ao Rio de Janeiro, o padre Pedro Maria Boss, sugeriu que fosse erguido no topo do morro do Corcovado um monumento religioso.

Essa sugestão foi levada à princesa Isabel, que deu o primeiro apoio oficial ao projeto. Mas isso só veio a tornar-se realidade depois de 1912, quando o Cardeal Dom Joaquim Arcoverde, passou a perseguir a idéia da construção de um Cristo para mostrar que a Igreja católica estava presente entre o povo brasileiro.

Em 1921 o projeto do Cristo Redentor foi retomado, tendo como foco as comemorações do Centenário da Independência do Brasil. O morro do Corcovado foi escolhido para abrigar o monumento por se tratar do local mais alto da cidade.

Em 1922, um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes solicitou ao presidente Epitácio Pessoa que a estátua fosse construída. O presidente, então, doou o topo do Morro do Corcovado para a construção do monumento.

A pedra fundamental do Cristo Redentor foi lançada no dia 4 de abril de 1922. E em 1923, o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa foi escolhido para a obra.

A imagem do Cristo foi desenhada pelo artista plástico Carlos Oswald e projetada pelo arquiteto francês Paul Landowsky.

 A campanha que arrecadou fundos para a construção do Cristo durou dez anos e o monumento foi feito com esse dinheiro. Ao contrário do que muitos pensam, o Cristo não foi construído com doações da França, e muito menos foi um presente do governo francês para o Brasil.

A obra iniciou-se em 1926, e toda a montagem durou cinco anos, sendo finalizada em 1931. Em 1931, na ocasião da inauguração do Cristo Redentor, o mau tempo impossibilitou uma visão espetacular do monumento. Mesmo assim, a cerimônia contou com a presença do chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas e com a Bênção do cardeal Dom Sebastião Leme.

 Datas importantes na história do Cristo Redentor:

 •Em 1932, o Cristo ganhou uma iluminação definitiva.
•Em 1942, uma estrada de cimento foi construída para facilitar o acesso de automóvel ao Morro do Corcovado.
•Em 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan).
 •Em 1980, o monumento recebeu a primeira reforma por conta da visita do Papa João Paulo II ao Brasil.
•Em 2005, 17 integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovaram, por unanimidade, o tombamento do Cristo Redentor.
•Em sete de julho de 2007, o Cristo Redentor foi eleito como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, com mais de 100 milhões de votos.





Traslado especial entre Rio-Cabo Frio tem início nesta quinta-feira  ( 05/01/2011 )

Em parceria com a Prefeitura de Cabo Frio, com a Turisrio e com a Auto Viação 1001, a Associação de Hotéis e Turismo de Cabo Frio (AHCF) dá início, nesta quinta-feira (dia 6), ao serviço de translado Bossa Nova, que tem como objetivo facilitar o transporte de turistas que desembarcam no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, com destino a Cabo Frio, ou de turistas hospedados na Zona Sul do Rio interessados em conhecer a cidade.
O shuttle service (serviço de transporte) será feito em ônibus da Auto Viação 1001, incluindo atendimento especializado, com saídas do aeroporto do Galeão e da Zona Sul do Rio, mais especificamente em frente ao Copacabana Palace, na Avenida Atlântica, com seis frequências diárias de ida e volta.
O transporte diário acontece nos horários de 11h30, 14h30, 16h, 19h30 e 22h, no sentido Galeão - Cabo Frio, e às 8h, com trajeto Zona Sul (Rio) - Cabo Frio. O destino se inverte, também diariamente, nos horários de 3h, 6h, 9h, 12h e 15h para a rota Cabo Frio - Galeão e às 12h30 para a rota Cabo Frio - Zona Sul (Rio).
O preço do serviço é de R$ 60 por pessoa. De acordo com o presidente da Associação de Hotéis e Turismo de Cabo Frio, João Vissirini, o valor é vantajoso frente à despesa do turista que chega ao aeroporto no Rio e tem que buscar táxis e ônibus para chegar a Cabo Frio.
Ainda de acordo com o presidente da AHCF, essa é apenas a primeira parte do projeto, que visa à divulgação extensiva do translado Bossa Nova junto às principais entidades ligadas ao turismo, agências e operadoras em geral e imprensa especializada. A ideia é estender o serviço de transporte para outras rotas, como, por exemplo, o Aeroporto Santos Dumont.
As agências, operadores e turistas interessados na contratação do translado Bossa Nova deverão entrar em contato com a Planet Costa do Sol, empresa responsável pelo serviço, no horário das 8h às 22h pelos telefones: (22) 2623-7518 ou 2623-2384, ID: 120*23028 ou pelo e-mail: transfer@planetcostadosol.com.br.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

 
 
Trem Turístico mais próximo
Trem Turístico de Mangaratiba mais próximo de virar realidade
 
 
Composição Modelo Litorina 
 
O projeto “Trem dos Mares da Costa Verde”, da Prefeitura de Mangaratiba, continua a todo vapor. Neste fim de semana o secretário de Assuntos Estratégicos Francisco Ramalho esteve na cidade de Santos Dumont, Minas Gerais, para uma reunião com representantes da associação Movimento Nacional Amigos do Trem. O objetivo do encontro foi fechar a parceria entre a prefeitura e o órgão e conhecer o veículo que será responsável pelo passeio.
Francisco comemorou o resultado da reunião e disse que o projeto está em ritmo acelerado. “Esse encontro foi muito positivo, pois fechamos a parceria. Eles vão nos ceder a composição do modelo litorina, de cabine única com capacidade para 80 pessoas, que vai percorrer o trajeto de 18 Km. Em contrapartida nós iremos absorver a mão de obra especializada deles que conta com maquinista, mecânicos, equipe de manutenção e outros setores específicos”. Francisco ressalta ainda que a ideia é desenvolver um plano integrado de turismo, ligando mar e montanha. “Mais uma empresa vai se instalar em Mangaratiba, trazendo empregos e alavancando o turismo sustentável”.
A empresa que o secretário se refere é a Serra Verde Express, que já explora a linha Curitiba-Paranaguá, no Paraná. Ela pretende trabalhar com hotéis e restaurantes da cidade para venda de pacotes fechados com estadia e alimentação. A perspectiva é que a viagem inaugural seja em fevereiro de 2013, às vésperas do Carnaval, e a operação em definitivo no mês de junho, já com a anuência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O assessor da Secretaria estadual de Transportes e especialista em ferrovias, Antônio Pastori explica que o projeto está bem encaminhado. “Hoje, no Estado do Rio só temos o Corcovado como trem turístico, que leva cerca 800 mil passageiros por ano. Este seria o segundo, daí a enorme importância deste projeto”, concluiu.

Próxima reunião será decisiva

No próximo dia 21 acontecerá uma nova reunião, talvez a mais importante até o momento, que reunirá representantes da operadora Serra Verde Express, técnicos e representantes da MRS, Vale, ANTT e Governos Estadual e Municipal. A reunião decisiva traçará as datas da operação, análise de dados de controle, exigências pendentes para o funcionamento, desvios, engate de linhas, toda a parte de engenharia e discussão das licenças.

Conheça o projeto

O Trem dos Mares oferecerá uma viagem temática de trem. O passeio percorrerá o trecho de 18 km entre Itacuruçá e a enseada de Santo Antônio. Os passageiros poderão ver e vivenciar importantes elementos históricos, como as monumentais ruínas do Sahy - que guardam em suas construções a lendária trajetória do tráfico negreiro – além dos pontos turísticos, culturais e históricos presentes nos 180 anos de história de Mangaratiba. O trajeto permite inclusive a visualização da Ilha Grande e a Ilha da Marambaia, emolduradas pelas muralhas da Serra do Mar.

sábado, 3 de novembro de 2012

Brasil Rural Contemporâneo volta ao Rio de Janeiro para sua oitava edição

 
De 21 a 25 de novembro, na Marina da Glória, o MDA promove cultura, gastronomia, moda, artesanato e vários temas relacionados às atividades rurais.
O Rio de Janeiro recebe, de 21 a 25 de novembro, a VIII Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo 2012, na Marina da Glória. Em cinco dias, 650 expositores e organizações da agricultura familiar de todas as regiões do País, mostrarão diversidade, cultura e riqueza de uma parcela da população que produz a maioria dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros. Com uma imensa capacidade produtiva, a agricultura familiar é responsável por 10% do PIB nacional, contribuindo para a construção de um Brasil rico e diverso. Hoje, são mais de 4,3 milhões de famílias agricultoras.
Com uma área de 40 mil m², considerado a maior Feira do gênero da América Latina, o evento contará com vários espaços projetados para que os empreendimentos possam apresentar seus produtos diretamente ao público. A expectativa é que cada espaço tenha 15. A Praça da Sociobiodiversidade, Talentos do Brasil, Praça da Cachaça, Organização Produtiva das Mulheres, Praça dos Orgânicos, Casa do Queijo e Casa do Incra são alguns dos espaços temáticos que farão parte do evento.
As grandes novidades desta oitava edição são: o espaço Diálogos Brasil Rural, com debates de temas relevantes para o desenvolvimento agrário, que serão transmitidos ao vivo pela internet e com a participação do público por meio das mídias sociais; a Praça dos Povos e Comunidades Tradicionais, que mostrará em 15 estandes produtos que expressam a capacidade produtiva de indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos e pescadores artesanais; e a Casa do Queijo, onde os visitantes poderão ter conhecimento de como são produzidos e degustar diversos tipos vindos de todas as regiões do País.
Além disso, o evento abrigará também o Espaço do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Espaço Brincante, o Espaço de Redes de Empreendimentos Familiares, Estandes Coletivos e Espaços Gastronômicos. “A feira será uma vitrine para o consumidor e para as empresas. Uma grande oportunidade de comercialização, de aproximação da oferta junto à demanda. Nós estamos mobilizando o setor privado visando promover compras. Teremos representantes do setor hoteleiro, de bares e restaurantes, supermercados, lojas de conveniência, cosméticos, indústrias de alimentos”, explica Arnoldo de Campos, coordenador geral do evento.
Ritmos, sons e manifestações artísticas e musicais das cinco regiões do Brasil também farão parte do evento e animarão os palcos Multicultural e Tablado de Raiz. Serão cerca de 30 apresentações musicais envolvendo quase 300 artistas.
As sete edições do Brasil Rural Contemporâneo reuniram, ao todo, mais de 850 mil pessoas.
Espaços Temáticos:Praça da Sociobiodiversidade-O público poderá conhecer produtos de alta qualidade, como artesanato, comidas e cosméticos produzidos por matérias primas da Caatinga, Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Pantanal.
Talentos do Brasil-Acessórios e roupas produzidos por artesãs rurais de 12 estados brasileiros estarão expostos neste espaço, unindo design, tradição e sustentabilidade.
Praça da Cachaça-Formado por 15 empreendimentos vindos de todo o país, a Praça da Cachaça é um ambiente aconchegante para os visitantes degustarem a bebida, conhecerem as diferentes formas de produção e seus diferentes nomes.
Casa do Queijo-Visitantes poderão vivenciar na prática todo o conhecimento tradicional na arte de fazer queijo, além de degustar tipos de diferentes regiões do país, com diversas formas e sabores.
Organização Produtiva das Mulheres-Trabalhadoras, camponesas, empreendedoras, produtoras e artesãs reunidas em 15 organizações ocupam esse espaço expondo e vendendo seus produtos, compartilhando suas experiências e produção.
Praça dos Povos e Comunidades Tradicionais-Neste espaço serão apresentadas as políticas públicas do MDA voltadas ao etnodesenvolvimento junto aos Povos e Comunidades Tradicionais que desenvolvem atividades rurais, assim como os resultados obtidos com o acesso às políticas agrícolas, agrárias, sociais, culturais, pesqueiras, aquícolas e extrativistas para este público. Serão montados 15 estandes com produtos que formam uma mostra da capacidade produtiva de quilombolas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas e pescadores artesanais.
Praça dos Orgânicos-Representa o Brasil Rural Contemporâneo diversificado e sustentável. Um ambiente destinado a 15 empreendimentos que disseminam a produção de alimentos ecologicamente correta, com espaço diferenciado para o café.
Casa do INCRA-Presente em todas as edições anteriores e sempre com foco em uma cadeia produtiva da agricultura familiar, a Casa do INCRA, deste ano, apresenta a produção sustentável de frutas nos diferentes biomas brasileiros. Serão três ambientes projetados para que o público conheça todo o processo de produção e comercialização destes produtos.
Espaços Gastronômicos-O Brasil Rural Contemporâneo 2012 traz espaços gastronômicos com uma culinária diversificada, privilegiando os pratos típicos de todas as regiões do País. O Espaço Piquenique é construído com mesas confortavelmente instaladas às margens da Baía da Guanabara, onde os visitantes degustam as delícias encontradas no evento. Nos Quiosques Regionais serão servidos lanches rápidos, como tapioca, pão de queijo e outras especiarias organizadas de acordo com a região de origem. A área do Restaurante conta com mesas e cadeiras, onde serão oferecidas refeições e bebidas variadas para quem quer se “reabastecer” para voltar para a Feira.
Mel de jandaíra, café orgânico, castanha de baru, queijo parmesão, geleia de cagaita, patê de gengibre, tender de carne de avestruz, polenta, tapioca, acarajé, peixe frito com mandioca, granola de licuri, rosquinha de pinga, farinha de pupunha, doce de tucumã, licor de baru, leite de babaçu, vinhos coloniais, sucos, pães e bolos são algumas das milhares de comidas que os visitantes poderão saborear.
Espaço Infantil-A feira também oferecerá cultura e diversão para as crianças com o Espaço Brincante. O ambiente traz uma réplica da Casa de Chico Mendes, modelo de moradia que espelha o modo de vida na Amazônia. Haverá também um parquinho infantil e uma programação diversificada: teatro de bonecos, rodas de leitura, contação de histórias, lançamento de livros, exposições de brinquedos populares, brincadeiras, cantigas e oficinas de arte e literatura, além de uma biblioteca do Programa Arca das Letras. http://portal.mda.gov.br/portal/sra/programas/arcadasletras
Espaços Especiais e Institucionais: Estandes Coletivos-Empreendimentos familiares vindos de todo o Brasil mostram sua produção organizados em grandes tendas de acordo com cada região, identificadas por cores. Nestas mesmas tendas, Redes de Empreendimentos Familiares apoiadas pelo MDA ocupam espaços projetados para expor coletivamente seus produtos. São dez estandes, sendo um para cada rede, num total de 160 empreendimentos. Participam: Rede Cooperagroate (Sul), Rede Apaco (Sul), Rede Agreco (Sul), Rede Unacoop (Sudeste), Rede Xique-Xique (Nordeste) e Rede Coopcerrado (Centro-Oeste).
Espaço MDA-Em um ambiente de 500 m², os principais programas e políticas executados pelas Secretarias que constituem o Ministério do Desenvolvimento Agrário serão apresentados ao público. Informações, dúvidas, sugestões e troca de experiências serão repassadas por técnicos do MDA que estarão à disposição dos visitantes.
Diálogos Brasil Rural-Um dos grandes destaques desta edição, o Diálogos Brasil Rural será uma estrutura dinâmica e interativa voltada para o debate de temas que busquem a valorização do setor, como segurança alimentar, cooperativismo, alimentação escolar e regularização fundiária. Serão realizados dois diálogos por dia, durante os cinco dias de evento, com transmissão ao vivo no site do evento - www.mda.gov.br/feira - e terá a participação dos internautas pelas mídias sociais enviando perguntas e comentários.
No intervalo entre os diálogos, uma atração artística se apresentará, no palco, ao público presencial e online. Ao todo, a programação prevê oito diálogos (dois por dia), com cerca de 30 debatedores, e 8 shows com transmissão em tempo real.

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