terça-feira, 24 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

19ª FEICOOP - SANTA MARIA 2012


Feira atrai público recorde: 170 mil

Variedade de produtos e de atividades garantiram mais uma vez o sucesso da Feicoop. Evento encerrou ontem


Colares e arranjos de flores de escamas de peixe de Vitória (ES); linguiça e vinho colonial de Crissiumal (RS); rosquinhas de coco e nata de Diamantina (MG) e brinquedos em madeira de Alvorada (RS). A diversidade de produtos e de expositores presentes na 8ª Feira de Economia Solidária do Mercosul e 19ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicoop) mais uma vez agradou visitantes. Cerca de 170 mil pessoas, segundo a Brigada Militar, passaram pelos pavilhões e lonões do Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, na Rua Heitor Campos, nos três dias do evento. Em 2011, foram 151 mil.



Quem foi ao local encontrou mais de sete mil produtos, além de atividades culturais, ambientais, autogestionárias e educativas. A Feira atraiu, ao todo, mais de 830 empreendimentos provenientes de quatro continentes, 15 países (Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru, Equador, Nicarágua, Alemanha, República Tcheca, Bolívia, Brasil, Senegal, Estados Unidos e Portugal) e de praticamente todos os Estados brasileiros (mais de 478 municípios). Entre os expositores, agricultores familiares, quilombolas, catadores, povos indígenas, artesãos, educadores, artistas e gestores públicos.


Neste domingo, no Pavilhão da Agricultura Familiar, Lorivo Schüller, que produz mel em Agudo, festejava o sucesso nas vendas. Até às 17h ele já havia comercializado mais de 180 quilos do produto. “Tem gente que me procura todos os anos. É um sinal que o nosso produto agrada”, diz. Satisfeito com a movimentação em frente a sua banca estava também um dos donos de Variedade de produtos e de atividades garantiram mais uma vez o sucesso da Feicoop. Evento encerrou ontem agroindústria de Crissiumal, Leandro Moerschberger, 22 anos. Quem deixou para a última hora ficou sem levar para casa produtos como charque suíno, salame do tipo italiano e linguíça colonial. “As pessoas estão comprando mesmo”, afirma.

O sucesso do evento agradou também a artesã Herica Paixão, de Vitória, no Espírito Santo. Apesar de ser o primeiro ano que ela participa da Feira, a delicadeza e o capricho dos acessórios e flores com escamas de peixe acertaram em cheio no gosto de muita gente.

Nem a ausência do governador do Estado, Tarso Genro, tirou o brilho da Feira, que atraiu pessoas como o professor Nestor Santini, 58 anos, o casal Marco Aurélio Vieira, 59, e Vera Beatriz, 53, e o garoto Eduardo Weber da Silva, 9, todos de Santa Maria.

“A alegria, a emoção e sentimento de solidariedade mais uma vez estiveram presentes na Feira que, este ano, foi a maior de todos os tempos. Um grande louvor e gratidão a Deus e a todas as pessoas, que em forma de mutirão, ajudaram a fazer o evento”, agradece a coordenadora da Feira, irmã Lourdes Dill.

Preparatório- A Feira também é um espaço de trocas de ideias e experiências que são levadas de Santa Maria para o mundo. O evento deste ano serviu como preparatório para o 2º Fórum e 2ª Feira Mundial de Economia Solidária, que serão realizados entre os dias 11 e 14 de julho de 2013, em Santa Maria, juntos à Feira de Economia Solidária do Mercosul

Manifestações - O 18º Grito dos Excluídos também foi lançado no palco do evento, no início da tarde de ontem. O ato contou com a presença de movimentos sociais, pastorais sociais e apresentações artísticas. O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira.