domingo, 17 de julho de 2011

Faltou espaço da andar na 18ª FEICOOP 2011

Com corredores e pavilhões totalmente lotados. Uma multidão foi conferir, no final de semana, a 7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul (EcoSOL) e a 18ª Feira Estadual do Cooperativismo (Feicoop), no Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter. Além de artesanato e confecções, a variedade de produtos coloniais feitos por grupos pertencentes à economia solidária chamaram a atenção dos visitantes. Segundo a Brigada Militar, 151 mil pessoas cruzaram pelo local.
Quem teve bons motivos para comemorar foram os expositores. A Feicoop reuniu ao todo 800 empreendimentos de 435 municípios. Com o tempo gelado, as roupas mais quentes como palas ou ponchos sumiram rapidamente dos estandes. A produção de erva-mate também foi destaque na feira. Uma máquina artesanal de soque para a produção de erva-mate atraiu curiosos e muita gente apaixonada por chimarrão.
Os expositores de primeira viagem também aprovaram a feira. As sócias de Terezinha Abreu e Nilza Fagundes, de Santa Maria, saíram do evento satisfeitas com a oportunidade de expor seus produtos de tecelagem. “O importante também é a troca de experiências e de ideias com colegas de diferentes locais do país e do continente”, comentou Terezinha.
A praça de alimentação foi outro ponto de concentração de boa parte do público. Foi difícil cruzar pelo local e resistir às delícias à venda nas barracas que reuniram empreendimentos de várias regiões do país. “A feira deste ano encantou pela diversidade, interação e alegria dos participantes. É um evento em que todos se sentem bem. E a chuva no final caiu como uma bênção”, destacou a coordenadora do evento, Irmã Lourdes Dill. Além da EcoSOL e da Feicoop, paralelamente ocorreram eventos como a 11ª Mostra da Biodiversidade e a Feira de Agricultura Familiar.
Fórum Mundial – Durante o evento, ficou acertado ainda que o 2º Fórum Social Mundial de Economia Solidária e a 2ª Feira Mundial da Economia Solidária serão realizados em julho de 2013 em Santa Maria. A definição da data e do local foi durante uma reunião, no sábado à noite, com representantes dos países participantes na feira deste ano.

Entre segunda-feira e quarta-feira da próxima semana, dias 18, 19 e 20, a coordenadora do projeto Esperança/Cooesperança, da Feira Estadual de Cooperativismo e da Feira de Economia Solidária do Mercosul, Irmã Lourdes Dill estará em Brasília a convite da Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Economia Solidária (Senaes), órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego. O motivo da estada de Irmã Lourdes na capital federal, assim como de outros convidados, é a comemoração e a avaliação dos oito anos da Senaes, que desenvolve programas e projetos de qualificação e apoio à economia solidária. Os três dias serão marcados pelo diálogo em prol das políticas públicas de economia solidária.
Durante os oito anos de existência, a Senaes tem contribuído tanto com projetos globais quanto iniciativas locais. Entre os de grande abrangência está o Programa Nacional de Fomento a Feiras de Economia Solidária, no qual Santa Maria é uma das cidades contempladas. Nesse sentido, o município é considerado pioneiro na América Latina, por isso, a referência e o prestígio em Brasília. Outro programa que beneficiou os empreendedores da economia solidária é o Plano Setorial de Qualificação, que contemplou 400 pessoas. Acerca dos programas mais pontuais estão aqueles voltados para meio rural, quilombolas, entre outros.

sábado, 16 de julho de 2011

CARTA DA 7ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL e 18ª FEICOOP - Feira Estadual de Cooperativismo

pessoas, para a 7ª Edição da Feira do Mercosul e 18ª Feira Estadual do Cooperativismo Alternativo em  sintonia com as outras 100 Feiras Estaduais, Regionais e Internacionais que aconteceram no Brasil. Vindos de 435 municípios, de 27 Estados do Brasil e de 15 países (da América Latina, Europa e África), Empreendimentos Solidários, Movimentos Populares, 220 Entidades e Organizações da Sociedade Civil e órgãos governamentais, compartilharam deste espaço  Aprendente e   Ensinante.  

Foram realizadas dezenas de oficinas, seminários, reuniões de redes, entidades e movimentos sociais; acampamento da juventude, caminhada pela paz, lançamento de vídeos, filmes, livros, apresentações culturais, atividades pautadas pela busca dos direitos humanos e da justiça social. Através da riqueza da diversidade a programação sinalizou propostas que convergem para um novo modelo de sociedade justa e igualitária.

Aprendemos com a força do mutirão construído por mais de 60 Comissões Locais, Comissões e Equipes de Trabalho organizadas nos diferentes Estados e Países que trabalharam na organização e realização desta Feira. Da mesma maneira foi decisivo o empenho dos Empreendimentos, das Entidades de apoio, dos Gestores Públicos nos diferentes Municípios, Estados e Países para o sucesso da mesma.

Aprendemos ao longo do processo de preparação e realização da Feira que as experiências gestadas em nível local são sementeiras de um Projeto de Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial que já está em construção. Isso pode ser identificado na medida em que após 18 anos de Feira Estadual do Cooperativismo Alternativo e 7 anos de Feira de Economia Solidária do Mercosul registramos o avanço, não somente pelos dados numéricos, mas no seu fortalecimento em nível de  articulação, debate, troca de idéias, experiências de  comercialização direta de  empreendimentos da Economia Solidária, da Agricultura Familiar, das Agroindústrias Familiares, dos Catadores(as), dos Povos Indígenas e Quilombolas, da Juventude, do movimento de mulheres, dos trabalhadores(as) do Campo e da Cidade.  

Aprendemos com este espaço irradiador de outro modelo de desenvolvimento, através da capacidade de articulação Nacional e Internacional – entre a Diocese Centenária Santa Maria, Banco da Esperança, Projeto Esperança/Cooesperança de Santa Maria, Instituto Marista de Solidariedade (IMS), Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), os Fóruns Regionais da Economia Solidária, Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), Secretaria da Economia Solidária e Apoio a Micro e Pequena Empresa, a Prefeitura Municipal de Santa Maria, a Congregação Filhas do Amor Divino, Cáritas Brasileira e Cáritas/RS e as demais organizações de apoio e patrocinadoras, tornou-se uma frutífera parceria geradora de Outra Economia que anuncia que um “Outro Mundo é  Possível e é pra já”.


Neste ano de 2011, resgatamos especialmente, a história e princípios que orientam a educação popular na América Latina. A partir das experiências partilhadas verificamos que são muitos os aprendizados quanto à interiorização da economia solidária, ao trabalho autogestionário, à construção de saberes, à articulação em redes, à mudança da relação entre as pessoas e com o meio ambiente no âmbito das finanças solidárias, produção, comercialização e consumo ético e solidário. Percebemos igualmente que ainda temos desafios os quais podem ser visualizados a partir da necessidade de qualificar os processos formativos em todos os eixos da economia solidária; os processos de registro e sistematização que servem de orientação e inspiração para outras experiências, popularizando os termos técnicos utilizados na economia solidária. 

Clama forte a voz dos empreendimentos solidários por justiça econômica e política que apresentam a economia solidária cada vez com mais ênfase e força, como uma estratégia de resistência popular na construção de uma nova identidade social em constante dialogo com os demais movimentos sociais urbanos e rurais, seja com maior e melhor estruturação para os espaços de produção, como agroindústrias, seja na estruturação dos pontos fixos de comercialização, lojas, feiras, e-comerce e centrais de produção e comercialização; seja na real construção de políticas públicas estruturantes e que respeitem o acumulo, a experiência e a sabedoria do próprio movimento e sejam promotoras de justiça e desenvolvimento social.

Para consolidar esta proposta, afirmamos as seguintes ações e agendas:

- Fortalecimento da luta para consolidação da Economia Solidária como política  pública (Lei da Economia Solidária - Brasil);

- Integração das redes nacionais e internacionais;

- Consolidação da Feira de Santa Maria como espaço de articulação política da economia solidária;


- 2011:

* Setembro: Encontro Internacional de Economia Solidária -Uruguai;

* Outubro: Fórum Internacional de Economia Social e Solidária (FIESS) - Montreal/Canadá;

* Outubro: Seminário PROCOOP Acadêmico – Santiago do Chile/Chile;

* Novembro: Encontro Inter-redes – Paraguai;

* Novembro: Cúpula Social do Mercosul – Uruguai.


- 2012:

* Janeiro: Feira Atlântida – Uruguai;

* Junho: Conferência Internacional da ONU - Rio + 20 e V Encontro da Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária da América Latina e Caribe (RIPESS-LAC), Rio de Janeiro/RJ - Brasil;

* Julho: 8ª. Feira Ecosol e 19ª Feira Estadual do Cooperativismo (FEICOOP), Santa Maria/RS – Brasil.

- 2013:

* Janeiro: Fórum Social Mundial Centralizado;

* Julho: II Fórum Social Mundial de Economia Solidária , Santa Maria/RS – Brasil;

* Novembro: Encontro Continental da Rede Intercontinental de Promoção da Economia Social e Solidária (RIPESS).


Nós que estivemos em Santa Maria, mulheres, homens, crianças, adolescentes, jovens e idosos, vindos de todos os cantos do Brasil e de diversos países da América Latina, África e Europa, brancos, negros, amarelos, do campo e da cidade, nos afirmamos e nos auto-declaramos como militantes da economia solidária. Santa Maria se constitui como a capital internacional da Economia Solidária com suas varias abordagens, conceitos e muita convergência, aqui se respira, se fala, se demonstra com coerência e muito cuidado  que a  economia solidaria é muito mais do que se vê e do que se vende. Aqui se respira e se pratica a radicalidade do cuidado com o ser humano e com o planeta, onde as relações de produção e comercialização são expressões de uma proposta sócio-política e econômica que re-signifcam as relações humanas e societárias e que exigem posturas  e políticas éticas e  comprometidas com a vida.

“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos,

fazendo coisas pequenas, mudarão a face da terra”.

                                                                 (Provérbio Africano)


18ª FEICOOP - SANTA MARIA 2011







sexta-feira, 15 de julho de 2011

Videos da Economia Solidária


                                                                                 

Economia Solidária: apresentação



Economia solidária: Princí­pios e perspectivas - Paul Singer

Audiência Pública Economia solidaria Luiza Erundina


ECONOMIA SOLIDÁRIA DO MERCOSUL

Presidente Lula fala sobre a Economia Solidaria

sexta-feira, 8 de julho de 2011

18 ª feicoop - 08/07/2011

Hoje começou a 18º feicoop, 7 ª Feira de economia solidária do mercosul em Santa Maria /RS e o Rio de Janeiro se encontra aqui com uma caravana de artesãos do Fórum de Cooperativismo Popular neste evento, onde os artesãos estam comercializando a sua produção, fazendo intercambio, buscando novos parceiros e conhecimentos.
  • Esse evento termina dia 10/07/11 e estaremos de volta ao RJ na terça feira a tarde.

domingo, 3 de julho de 2011

Municípios não devem cumprir prazos da Lei de Resíduos Sólidos

 

BRASÍLIA - A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10) foi aprovada após quase 20 anos de discussão no Congresso Nacional, mas a maioria dos 5.565 municípios brasileiros não tem condições de adotar medidas adequadas para tratamento do lixo nos prazos legais estabelecidos. O alerta foi feito pelo presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, em audiência pública realizada, nesta terça-feira (28), pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

Segundo levantamento da entidade em 4,5 mil municípios, 63% destinam seus rejeitos para lixões; 59,3% não oferecem coleta seletiva; 80,5% não realizam compostagem. Apesar de 70% contarem com catadores, a categoria não está organizada em 79% dessas cidades. Para agravar a situação, Ziulkoski revelou que os municípios brasileiros precisariam levantar R$ 52 bilhões para transformar os lixões em aterros sanitários até 2014, conforme determina a Lei nº 12.305/10.

"Não é possível criar uma legislação sem ter a coragem de dizer onde estão os recursos para fazer as obras", disse Ziulkoski, recebendo o apoio dos senadores Blairo Maggi (PR-MT) e Ivo Cassol (PP-RO).

O representante do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Sérgio Gonçalves, admitiu a "pressa" na implementação das metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos, mas rejeitou o recurso a "ações irresponsáveis" para pô-la em prática.

Após ressaltar a necessidade de um pacto entre governo, empresas e sociedade em torno dessa política, Sérgio Gonçalves apontou como um passo importante nessa direção a aprovação da Lei nº 12.375/10, que garantiu às indústrias, até 31 de dezembro de 2014, crédito presumido do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na aquisição de resíduos sólidos como matérias-primas de seus produtos.

Desafios
O presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Victor Bicca, também reconheceu a importância da responsabilidade compartilhada no reaproveitamento dos resíduos sólidos, mas reivindicou medidas que preservem a competitividade de seu segmento. Embora o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) tenha apontado o Brasil, em 2008, como campeão mundial na reciclagem de latas de alumínio e como segundo colocado na reutilização de embalagens PET, ainda há desafios a serem enfrentados, segundo Bicca

O primeiro obstáculo a transpor seria reverter o "baixíssimo" índice de coleta seletiva: apenas 443 municípios a realizam. Paralelamente, o presidente do Cempre recomendou aumentar o número de cooperativas de catadores; ampliar essa ação nos municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste; estimular o setor varejista a instalar PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) para recolhimento de recicláveis; e desonerar a cadeia produtiva da reciclagem.

Logística Reversa
Planejamento tributário especial foi reivindicado ainda pela representante da Associação Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), Ana Paula Bernardes. Essa é uma das cinco premissas básicas de um modelo de logística reversa (retorno de produtos após seu uso pelo consumidor) sugerido pela entidade para o manejo de outros tipos de resíduos sólidos.

A Abividro defende que uma organização sem fins lucrativos - com participação de todos os interessados no processo - gerencie o sistema de reaproveitamento desses rejeitos. Caberia aos municípios coordenar o serviço de coleta seletiva, com o envolvimento de cooperativas de catadores bem estruturadas. Por fim, seria montada uma coordenação nacional para administrar a logística reversa.

Economia verde
Em meio ao debate, o presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), chamou a atenção para a oportunidade que o tratamento adequado do lixo gera para a "economia verde" - modelo econômico calcado no melhor aproveitamento dos recursos naturais.

Autor do requerimento de audiência pública, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) pediu o empenho da comissão no reforço orçamentário dos pequenos municípios para viabilização da política de resíduos sólidos. Já o senador Anibal Diniz (PT-AC) comentou a experiência de Rio Branco (AC) no tratamento do lixo, enquanto o senador João Pedro (PT-AM) colocou o desafio de conciliar a destinação adequada dos detritos com a conservação da cobertura florestal e dos mananciais na região amazônica.

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