quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cidade de Deus vai ter moeda própria e banco comunitári​o

Cidade de Deus vai ter moeda própria e banco comunitário
Objetivo é incentivar o desenvolvimento do comércio local.
Moradores poderão obter descontos em suas compras ao usar as 'CDDs'.

Objetivo do projeto é motivar o desenvolvimento do
comércio (Foto: Arquivo Reprodução / TV Globo)
Incentivar os pequenos empreendedores e impulsionar o desenvolvimento do comércio local são os objetivos do Banco Comunitário da Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, a primeira comunidade do Rio a ter um banco com moeda social própria, a chamada "CDD", uma referência à silga da comunidade. A previsão é que o projeto comece a funcionar em agosto.
A iniciativa é da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico Solidário do Rio e conta ainda com o apoio da Caixa Econômica Federal, que será a responsável por viabilizar toda a operação do banco comunitário.
As cédulas de CDD serão impressas nos valores de 1, 2, 5, 10 e 0,50. Elas homenagearão personalidades da comunidade, como Dona Benta, uma artesã bastante conhecida pelos moradores. Nesta quinta-feira (30), em uma reunião na própria comunidade, serão apresentados os modelos das notas que serão impressas.
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Com 1ª moeda social do estado do RJ, Silva Jardim agita sua economia
A moeda socialpermite que moradores e comerciantes peguem empréstimos e obtenham descontos na compra de produtos em estabelecimentos da região. Através do banco comunitário será possível, inclusive, obter empréstimos em reais.
Moradores de outros bairros podem trocar reais por CDDs
“O banco cadastra o comerciante e, assim, ele está apto para receber a moeda social. A própria comunidade e os comerciantes podem fazer a troca de moedas no banco comunitário”, explicou o subsecretário de Desenvolvimento Econômico Solidário, Vinicius Assumpção. Segundo ele, até mesmo moradores de outras regiões e turistas poderão trocar seus reais por CDDs. A moeda social, no entanto, só pode ser usada na comunidade.
A emissão de CDDs será de acordo com o aporte inicial de dinheiro da instituição comunitária. Para Assumpção, conforme o projeto comece a se desenvolver, a tendência é que a moeda seja emitida em maior volume. Ele afirma que o impulso no desenvolvimento será motivado pelas vendas e empréstimos feitos pelo banco.

“A comunidade está muito mobilizada, muito empolgada. Eles estão se sentido com poder, sentido como se estivessem criando um banco”, contou o subsecretário. Todo o projeto de criação do banco e da moeda social foram discutidos em reuniões com líderes comunitários, representantes de igrejas e membros da secretaria.
Projeto é inspirado em banco de Fortaleza
O Banco Comunitário da Cidade de Deus, assim como a moeda CDD, foram inspirados no projeto do Instituto Palmas, gestor do primeiro banco comunitário do país, o Banco Palmas, criado na comunidade de mesmo nome, na cidade de Fortaleza.
Nas próximas semanas, novas reuniões vão definir os valores dos empréstimos, os prazos para pagamento e se pessoas com algum registro nos órgãos de proteção ao crédito poderão pegar dinheiro emprestado no banco.

Veja, é a reportagem de hoje: POLUIÇÃO DA TKCSA NA BAÍA DE SEPETIBA, CRIME CONTRA A SAÚDE PÚBLICA

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1550529-7823-ESTRATEGIAS+PARA+CONCILIAR+O+DESENVOLVIMENTO+ECONOMICO+COM+A+QUALIDADE+DE+VIDA,00.html

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Poços de Caldas finaliza circuito de feiras apoiadas pelo Projeto de Comercialização Solidária

Ocorreu, de 22 a 26 de junho, na cidade de Poços de Caldas (MG), o último evento realizado pelo edital 01/2010, que selecionou propostas de 23 feiras microrregionais e/ou temáticas de economia solidária. A programação da feira contou com exposição pública de artigos produzidos por empreendimentos econômicos solidários, rodas de conversa sobre economia solidária com Leopoldo, Paulo Cézar e com o professor Carlos Rodrigues Brandão.
A realização das feiras, pelo Projeto Nacional de Comercialização Solidária, que desde 2009 já realizou cerca de 100 feiras de economia solidária, teve recursos garantidos na ação Organização Nacional de Comercialização dos Produtos e Serviços de Empreendimentos Econômicos Solidários do Programa Economia Solidária em Desenvolvimento (Plano Plurianual 2008–2011), sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE).
Esses recursos foram executados pela União Brasileira de Educação e Ensino – Instituto Marista de Solidariedade – UBEE/IMS, que fez a gestão e viabilizou a realização dos eventos com a Senaes, além da ajuda de inúmeras parcerias locais e regionais. O Projeto apoiou a infraestrutura das feiras, serviços de sonorização, segurança, recepção e apoio a oficinas e seminários, além de divulgação, transporte, alimentação e hospedagem.
Para a realização dos eventos, foi fundamental a participação de empreendimentos econômicos solidários tanto na exposição quanto no processo de construção, divulgação, execução e avaliação da feira; estando representados os segmentos rurais, urbanos, de agricultura familiar, agroecologia, artesanato, confecção, serviços, finanças solidárias, alimentação, redes e cadeias, entre outros. Foi importante também o cuidado com o impacto ambiental, a partir da elaboração de um plano que previsse tratamento adequado de resíduos sólidos e uso racional de recursos naturais nas feiras, além de implantação de coleta seletiva, impedimento do desperdício de água, garantia do uso racional de energia elétrica etc.
As feiras devem agregar também atividades formativas sobre economia solidária, experiências de trocas solidárias (oficina ou feira de trocas, com ou sem uso de moeda social), atividades culturais, seminários, oficinas e debates. Em 2011, o Projeto Nacional de Comercialização Solidária irá realizar mais feiras de economia solidária.

Assentamento Itamarati se prepara para criar banco comunitário

Fonte: Camila Queiroz*
Um dos maiores do Brasil, o assentamento Itamarati, no município de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, começa a se preparar para criar um banco comunitário. A ideia partiu do Projeto de Criação de Bancos Comunitários na Região Centro-Oeste, da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego (Senaes/MTE), que tem como meta criar mais nove bancos comunitários na região. Com dez anos de existência, duas mil famílias e 25 mil hectares, o assentamento conta com empreendimentos em Economia Solidária e as lideranças já passaram por capacitações na área. Há um núcleo de agroecologia e a comunidade organiza duas feiras semanais, com produtos da agroecologia, artesanais e um pouco de confecção.
Com dez anos de existência, duas mil famílias e 25 mil hectares, o assentamento conta com empreendimentos em Economia Solidária e as lideranças já passaram por capacitações na área. Há um núcleo de agroecologia e a comunidade organiza duas feiras semanais, com produtos da agroecologia, artesanais e um pouco de confecção.
Para a irmã Neusa Gripa, coordenadora do Projeto de Criação de Bancos Comunitários na região e coordenadora do Banco Pire, de Dourados, o diferencial do assentamento Itamarati é que foi constituído por um processo de luta que envolveu diversas correntes e depois de ganhar a terra, se organizou em núcleos, permitindo que a comunidade continuasse mobilizada.
"Ali é possível a criação (do banco comunitário), pela forma como o assentamento está organizado, em núcleos, com uma parte central, que eles chamam de ‘vila’, diferente dos outros assentamentos que são mais fragmentados, divididos em sítios, as famílias ficam bem distantes", explica.
Na semana passada, o projeto esteve na comunidade e apresentou a todos a ideia do banco, que foi aceita. No próximo dia 22, haverá reunião com lideranças e a prefeitura para resolver questões de encaminhamentos. Nada de pensar nome ou linhas de crédito ainda, pois isso vai ser tratado com toda a comunidade adiante.
De acordo com Neusa, esse processo vai ser acompanhado pelo Banco Pire, atualmente o único da região, localizado no município de Dourados (MS), além da consultoria do Banco Bem, de Vitória, Espírito Santo.
Ela conta que a mobilização pela criação do banco do assentamento teve início no ano passado. "A gente começou a mobilizar a comunidade bem antes de apresentar o projeto, porque a criação do banco depende dela, se quer assumir ou não", disse.
A ideia agora é trabalhar para que o banco esteja funcionando em um ano e meio. Simultaneamente, o projeto também fomenta a criação de novos bancos comunitários em Mato Grosso, Campo Grande, Goiás e Distrito Federal.
As matérias sobre Finanças Solidárias são produzidas com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).
* Jornalista da ADITAL

8ª Caravana à Brasília - Continua a Luta pela Estatização da Fábrica Ocupada Flaskô

Fábrica quebrada é fábrica que deve ser tomada pelos/as trabalhadores/as!
Oito anos de muita luta para manter a Fábrica de pé, produzindo. Hoje não somente bombonas e tambores e sim, esporte, cultura, lazer, trabalho, formação, luta por moradia, luta por saúde e serviço público de qualidade, além de participar das lutas organizadas do movimento operário, estudantil, sindical, cultural, de comunicação popular, movimento de trabalhadores rurais e na luta internacional com centenas de fábricas ocupadas por toda América Latina.
Mas é preciso encontrar mecanismos que garantam o funcionamento da Flaskô e de todos os projetos dentro da fábrica, a reivindicação que está em pauta, é que a Flaskô seja decretada pública, que seja Estatizada, porém que continue sob controle democrático dos trabalhadores e da população. Uma fábrica gerida pelos trabalhadores e trabalhadoras pode ter muitas outras utilidades, principalmente quando existem espaços onde o povo usufrue, organizando diversas atividades, participando ativamente do dia a dia.
A situação que a fábrica se encontra hoje, com toda herança maldita deixada pelos bandidos dos patrões, é praticamente impossível manter qualquer empresa, milhões de reais em dívidas, sucateamento de todo parque fabril, sonegação dos direitos trabalhistas e impostos, milhares de processos tramitando na justiça, penhoras e mais penhoras inclusive até do faturamento da fábrica. Se passaram oito anos depois que os trabalhadores tomaram o controle da Flaskô, já passou da hora do Poder Público jogar a responsabilidade de todos os problemas causados pelos patrões nos próprios patrões e evitar o fechamento não só da Flaskô e sim todas as dezenas de fábrica que fecham suas portas quase que todos os dias aqui no Brasil.
Por isso é legitimo que os operários ocupem as fábricas, resistam e produzam sob seu próprio controle.
Dilma, os trabalhadores e trabalhadoras continuarão com mesma bandeira que levantaram no Governo Lula:
“FÁBRICA QUEBRADA É FÁBRICA QUE DEVE SER TOMADA PELOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS;
E FÁBRICA TOMADA DEVE SER ESTATIZADA SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS”.
Movimento das Fábricas Ocupadas do Brasil – Junho de 2011
Por: Fernando Martins

Secretaria Nacional de Economia Solidária completa oito anos

A Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério Trabalho e Emprego (Senaes/MTE) completou ontem, dia 27, oito anos de existência. Para comemorar a ocasião, foi aberta, no hall de acesso do bloco F, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a exposição “Economia Solidária – 08 anos de Senaes”. Nela estão apresentas as diversas ações realizadas pelo órgão, além de exibidos artigos produzidos por empreendimentos econômicos solidários. Paralelamente à mostra, grupos promovem a venda de seus produtos em uma feira de economia solidária que também acontece no mesmo prédio do MTE, até a próxima sexta-feira.
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No descerramento da faixa de inauguração, o secretário nacional de Economia Solidária, Paul Singer, fez um balanço bastante positivo do trabalho realizado pela Secretaria, uma vez que ela ajudou muito, nesses oito anos, no crescimento da Economia Solidária do Brasil. “Hoje nós nos tornamos complexos: temos conosco indígenas, quilombolas, quebradeiras de cocos e uma infinidade de pessoas com quem caminhamos juntos”, disse. Singer também parabenizou o Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), entidade que nasceu junto com a Senaes, no mesmo instante. “Várias das nossas atividades são realizadas com o FBES, é nosso grande parceiro nos 110 convênios que realizamos na proposição de políticas públicas para o Brasil”, ressaltou.
A abertura da exposição contou com as presenças do ministro do Trabalho e Emprego em exercício Paulo Roberto Pinto, o ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho e o representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário Vital, diretor de Cooperativismo, Negócios e Comércio (Decoop/SDT), Vital Filho.

terça-feira, 28 de junho de 2011

frente municipal da economia solidária

calendário de encontros da frente municipal em prol da economia solidária
local: Auditório da Câmara Municipal do Rio de Janeiro
  • 10/08, 14/09, 19/10, 09/11, 14/12
  • 14:00 Hs.


domingo, 26 de junho de 2011

Blog do Gdasi

http://baciaaereametropolitana.blogspot.com/

Feira de ecosol em Sta. Maria/RS

Mais uma vez a ecosol/RJ  pode contar com a colaboarção da prefeitura do Rio de Janeiro, no patrocinio da nossa ida à 18º FEICOOP, Sta. Maria/RS dias 8 a 10/07/11, sedendo o transporte, nesse evento de grande repercurssão internacional para a econômia solidária, com a participação de vários artesãos ligado ao FCP/RJ.

Reforma trabalhista é aprovada no Senado; confira o que muda na lei As alterações mexem em pontos como férias, jornada de trabalho, remun...