quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Economia solidária ganha espaço para comercialização no Baixo Sul

Economia solidária ganha espaço para comercialização no Baixo Sul

sábado, 19 de agosto de 2017

Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária realiza Debate Público

Um Debate Público realizado nesta quinta-feira (17), no Salão Nobre da Câmara do Rio, trouxe à discussão o tema da economia solidária. Baseada na auto-organização das pessoas, a economia solidária valoriza a coletividade, com o objetivo do sustento ao invés do lucro. A iniciativa foi da vereadora Marielle Franco (PSOL), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária.

Entre os principais objetivos da Frente, estão o de construir uma política pública municipal de efetivação da economia solidária, fomentar a participação de mulheres e estimular a criação de um Centro de Referência da Economia Solidária no Rio, um lugar físico onde possa ser realizada a comercialização e formação de produtores e consumidores.

A Mesa de Honra esteve composta pela comendadora da Rede Nacional de Fundos e Finanças Solidárias, Sonia Braz; a representante do Fórum de Cooperativismo Popular do Rio de Janeiro, Elza Santiago; a coordenadora-geral do Centro de Políticas Públicas Para o Cone Sul (PACS), Sandra Quintela; a presidente da Cooperação e Apoio a Projetos de Inspiração Alternativa (Capina), Tereza Pimenta; e a secretária executiva da Assessoria e Planejamento para o Desenvolvimento (Asplande), Dayse Valença. O deputado estadual Waldeck Carneiro, presidente da Frente Parlamentar Estadual em Defesa da Economia Popular Solidária, também foi convidado a participar do Debate.

A vereadora Marielle Franco acredita que neste momento político e econômico é fundamental abrir espaço para falar sobre o tema da economia solidária. "Tem muita gente falando da crise, do quanto essa cidade não é merecedora de nossas vidas, mas a gente vem falar exatamente ao contrário. Queremos falar de alternativas, de direitos, afinal, falar sobre economia solidária é falar sobre direitos".

Sonia Braz chamou a atenção para a importância de fortalecer a parte financeira da economia solidária. "Nós só tínhamos de concreto as cooperativas de crédito, os fundos solidários e alguns bancos comunitários que começam a aparecer. Porém, todos nós temos direito ao acesso ao crédito financiados pelos bancos públicos como o BNDES e do Banco do Brasil para investir na nossa produção", defende.

Sandra Quintela reforça a necessidade da construção de políticas públicas locais para fortalecer a economia solidária. "A gente tem grandes desafios pela frente: organizar a produção, canalizar recursos próprios, uma legislação para a produção em pequena escala, reconhecer e valorizar o trabalho das mulheres na produção de riquezas e promoção do bem-estar. Isso é pensar a economia solidária".

Na ocasião, a vereadora ainda homenageou a participante Sonia Braz com o Conjunto de Medalhas de Mérito Pedro Ernesto e Elza Santiago com uma Moção de Congratulações e Aplausos.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Fórum Social Mundial será em Salvador

A notícia da confirmação do FSM em Salvador foi recebida com entusiasmo pela plenária final do encontro de comunicação que ocorria ao mesmo tempo em Brasília. O FNDC incluiu a construção do FSM 2018, com ênfase na comunicação, em suas prioridades.
A decisão foi tomada no sábado (27), durante seminário nacional de organizações ligadas ao processo do Fórum Social Mundial. A próxima edição mundial será realizada na capital da Bahia, no período de 13 a 17 de março. O resultado de dois dias de discussões em Salvador está sendo comunicado ao Conselho Internacional do FSM, que aguardava a posição brasileira para fazer a convocatória internacional.
Começa, com isso, uma série de diálogos e articulações para viabilizar o FSM, material e politicamente.A Universidade Federal da Bahia (Ufba) já havia colocado instalações à disposição do evento. Representantes do governo estadual baiano participaram do seminário e se comprometeram a também apoiar o evento na cidade. As atividades do FSM, seguindo a tradição e princípios do processo, serão autogestionadas - viabilizadas e realizadas pelas próprias entidades proponentes. A organização do FSM trabalhará para preparar o território de acolhida e insfraestrutura básica, cuidar das inscrições, programação, divulgação e logística geral do evento.

Em 2018 Feicoop celebra 25 anos e acolhe 3º Fórum Social Temático de Economia Solidária

11 de julho de 2017



A Feicoop mais uma vez bateu recorde de público. Este ano, conforme os organizadores da 24ª edição do evento, cerca de 255 mil pessoas visitaram o Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, entre sexta (7) e domingo (9). Ano passado, 248 mil pessoas prestigiaram a Feira.
“Me sinto muito feliz e gratificada ao chegar ao final de mais uma edição. Graças a Deus, e com interseção de Dom Ivo, tivemos um tempo ensolarado nos três dias de Feira, o que ajudou a trazer um excelente público”, analisa a coordenadora do Projeto Esperança/Cooesperança, irmã Lourdes Dill.
Todos os estados brasileiros (mais de 500 municípios) e 20 países (África do Sul, Alemanha, Argentina, Brasil, Chile, China, Colômbia, Costa do Marfim, Cuba, Equador, Espanha, Hungria, Itália, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Portugal, Senegal e Uruguai) estiveram representados na 24ª Feicoop.
A Feira ainda contou com a participação de cerca de 850 grupos de expositores. Além disso, foram servidos em torno de 3 mil almoços nos três dias de evento.  Irmã Lourdes também festejou o fato de 70 equipes terem atuado na organização da 24ª Feicoop, que se desenvolveu sem nenhum incidente.  “Há uma bonita integração de nossas equipes para a realização da Feira. Esta corrente para mim é o maior ganho da Feicoop”, afirma irmã Lourdes.
Carta de Santa Maria
No domingo (9), o Projeto Esperança/Cooesperança divulgou a Carta da 24ª Feicoop. O documento traz um resumo de todas as discussões a apontamentos dos seminários realizados ao longo dos três dias. CLIQUE AQUI para ler.
25ª Feicoop
A Feira do próximo ano já tem data marcada. A 25ª Feicoop será realizada junto ao 3º Fórum Social Temático de Economia Solidária e 3ª Feira Mundial de Economia Solidária, entre os dias 12 e 15 de julho de 2018, em Santa Maria. Ou seja, serão quatro dias de evento com representações de todos os continentes.
A partir da inspiração nascida pela convocação do Papa Francisco aos movimentos sociais: “Nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos”, para celebrar em 2018 os  25 anos da Feicoop, e para a realização do 3º Fórum e a 3ª Feira Mundial de Economia Solidária, o tema será “Construindo a sociedade do bem viver: por uma ética planetária”. 

A Economia Solidária é uma economia mais justa e humana. Trabalhar com Economia Solidária é mudar as relações entre as pessoas, respeitando quem faz, quem consome e o meio ambiente.
Vivemos uma crise no país e no Rio de Janeiro, fruto de um sistema político econômico que é ótimo para 1% da população mas cruel para os outros 99%. Enquanto isso, como forma de resistir, há milhares de pessoas que criam iniciativas com os princípios: democracia, solidariedade, autogestão e respeito.
Para dar visibilidade e fortalecer o movimento da Economia Solidária, o mandato Marielle Franco criou a Frente Parlamentar da Defesa da Economia Solidária.
No dia 17 de agosto, de 9h30 à 13h, na Câmara Municipal, vai ser o lançamento da Frente.
Vem entender, debater e ajudar a construir Políticas Públicas!
Uma Economia Solidária é uma economia onde se respeita a escala humana no processo produtivo e o meio ambiente. Ela pode estar em iniciativas de produção, serviços, mercantilização, financiamento e consumo.
Baseada na auto organização das pessoas, que visa a coletividade, não a hierarquia. Quer o sustento, não o lucro.
O objetivo e o seu modo de gerir faz com que tenha uma mudança de comportamento e nas nossas relações.
Ela gera trabalho e renda para aqueles que não tem emprego. Por isso, falar em Economia Solidária é falar em diminuição da desigualdade e promoção inclusão social.
Há diversos tipos de iniciativas de Economia Solidária:

UNACOP (União das Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores Rurais do Estado do Rio de Janeiro);
Agricultura familiar;
Justa Trama - Justa Trama - Cadeia Ecológica do Algodão Solidário;
Pescadores Angra dos Reis e Paraty;
Produtores orgânicos de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo;
Costureiras e fábricas recuperadas;
Banco Palmas no Ceará;
Banco Comunitário Popular de Maricá;
Grupo Ecosol - Grupo de Pesquisa em Economia Solidária no Complexo do Alemão;
Viva Vida - costureiras de São João de Meriti.

Fortalecer e apoiar as demandas do movimento de empreendedores da Economia Solidária, dando visibilidade e estimulando a realização de mapeamentos de iniciativas
  Estimular a criação de um Centro de Referência da Economia Solidária no Rio. Um lugar físico, para comercialização e formação de produtores e consumidores.
Democratizar o acesso a editais públicos sobre o tema.
Construir uma Política Pública Municipal de efetivação da Economia Solidária., fomentando a participação de mulheres.

Educadora Popular Cyntia Matos


Nome: Cyntia Matos Pereira Irineu
Negócio: Educadora Popular
Área de Negócio: Educação e empoderamento feminino
Município: Duque de Caxias
Contato: cyntiamatos@gmail.com
Cyntia Matos, 38 anos, é moradora da cidade de Duque de Caxias, localizada na Baixada Fluminense, e é formada no curso de Pedagogia, na Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO), a qual concluiu no ano de 2009. Esbanjando simpatia, conta que nunca exerceu sua função de pedagoga pois via que, muitas vezes, alguns métodos escolares não funcionavam e não ajudavam os alunos a produzir de uma maneira mais eficiente. O ponto de partida o qual fez perceber seu talento para empreender foi quando conheceu o grupo “Economia solidária”, em sua cidade, onde começou a frequentar as reuniões e se engajar mais na área de empreendedorismo.
Suas principais ideias sempre foram voltadas para a relação mulher x sociedade. Sempre pensando em como trabalhar a mulher, Cyntia se perguntava, muitas vezes, o porquê da desigualdade de gênero em questões salariais, no âmbito da economia e em como a mulher se comportava na sociedade. E foi dessa vontade de conhecer mais que começou a estudar, no próprio grupo de formação Economia Solidária, sobre educação popular e mulheres, onde estudou durante 2 anos. E foi através de uma amiga  carinhosamente chamada de Tia Angélica é que pode conhecer a ONG Asplande e todos os seus ideais, onde foi a confirmação de que trabalharia com a área de empreendedorismo e mulheres.
Após alguns anos de convivência e aprendizado na Asplande, conseguiu, junto a outras militantes da economia solidária, propor a implantação do “Programa Asplande Rede Cooperativa de Mulheres Empreendedoras da Baixada”, que, já no seu primeiro ano, lançou  o prêmio de mulheres empreendedoras da Baixada chamado “Prêmio Tia Angélica”, em homenagem a amiga e que este ano, terá sua segunda edição. Hoje, com o perfil de educadora e empreendedora social, ela oferece palestras e ajuda mulheres a se tornarem empreendedoras em todo o estado do Rio de Janeiro.
Além de educadora, existe um outro projeto que ela apoia durante 4 anos, juntamente a AMAC (Associação de Mulheres com Compromisso Social), onde visa as questões de violência doméstica e desigualdade. Cyntia conheceu a AMAC quando a associação recebeu o Prêmio “Dandara” há 4 anos, prêmio que acontece todo mês de março, no qual a Asplande presta uma homenagem a 25 empreendedoras do estado do Rio de Janeiro. Nessa ONG, ela atua na área de empreendedorismo e empoderamento feminino.
Hoje, os principais desafios são as questões financeiras devido o deslocamento da sua casa para diversas regiões do Rio. Como trabalha como voluntaria, muitas vezes esses trabalhos não são remunerados e, com isso, acaba dificultando o transporte. Uma forma de amenizar essa situação é o artesanato. Cyntia é artesã e divide seu tempo na criação de bolsas, que acabam ajudando-a financeiramente.
Sempre buscando conhecimento, além dos diversos cursos feitos, ela foi indicada pela Asplande para estudar na  Universidade das Quebradas, UFRJ, onde lá discutem sobre temas e assuntos de identidade social, desigualdades e assuntos relacionados a isso. Hoje, seus principais objetivos são: aprender um segundo idioma, que, para ela, é essencial para alcançar e alavancar qualquer carreira e com isso, fazer seu trabalho em outros países, conhecendo outras culturas e explorando mais o setor internacional. E o segundo objetivo seria a implantação de seu projeto “hortas comunitárias” e “hortotecas, que tem como estrutura a ideia de melhor alimentação, integração das crianças aos alimentos a culinária e a agricultura familiar, dentro das bibliotecas comunitárias localizadas na sua cidade. Apesar de ela achar que é um projeto a longo prazo, o semblante de alegria e determinação é nítido, mostrando-se uma pessoa visionária e que acredita no sucesso de projetos comunitários e reconhecimento do gênero feminino.